O velocista britânico CJ Ujah, conhecido por sua carreira nas pistas de atletismo, está no centro de um novo escândalo. Desta vez, o motivo não é o esporte, mas o envolvimento em um golpe de criptomoedas que teria desviado fortunas de investidores.
Ujah é um dos 10 suspeitos indiciados em uma investigação de fraude no Reino Unido. Segundo as autoridades da Unidade Especial de Operações da Região Leste, o grupo utilizava táticas de enganação por telefone para esvaziar as carteiras das vítimas.
O esquema funcionava de forma direta: os membros do grupo se passavam por policiais ou representantes de empresas do setor, eles pressionavam as vítimas a compartilharem suas “seed phrases” (as frases de segurança das carteiras digitais).
Em um dos casos mais graves relatados pelos investigadores, uma única pessoa perdeu mais de 300 mil libras (cerca de R$ 2 milhões). O prejuízo total causado por esse golpe de criptomoedas ainda está sendo contabilizado pela polícia britânica.
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Do doping às algemas: o histórico de CJ Ujah
Esta não é a primeira vez que Ujah vira manchete por motivos polêmicos. O atleta de 32 anos já havia enfrentado uma suspensão de 22 meses por doping após as Olimpíadas de Tóquio 2020, embora tenha sido inocentado de intenção deliberada na época.
Ujah, que já correu a prova de despedida de Usain Bolt em 2017, agora aguarda o julgamento em liberdade sob fiança. Outro velocista, Brandon Mingeli, de 25 anos, também foi acusado no mesmo caso e permanece sob custódia das autoridades.
É importante lembrar que a polícia e empresas legítimas de ativos digitais nunca solicitam frases de recuperação ou acesso remoto a dispositivos. Se alguém pedir sua “seed phrase” por telefone, você certamente está sendo alvo de um golpe de criptomoedas.
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