Nova era dos investimentos? Anbima acelera tokenização com apoio de 50 instituições

Nova era dos investimentos? Anbima acelera tokenização com apoio de 50 instituições

A tokenização acaba de ganhar um impulso no Brasil. A Anbima selecionou 20 propostas inovadoras para iniciar a fase de testes de seu projeto-piloto, focado em transformar debêntures e fundos de investimento em ativos digitais.

Ao todo, mais de 50 instituições, incluindo nomes como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, participam da iniciativa. O objetivo é simular todo o ciclo de vida dos ativos em uma rede DLT (tecnologia de registro distribuído) exclusiva.

Eric Altafim, diretor da Anbima, reforçou que o engajamento do setor é altíssimo. Segundo ele, “a adesão do mercado reforça a relevância da iniciativa”, que busca identificar gargalos e criar padrões para a tokenização no país.

Os testes ocorrem em um ambiente controlado, sem o uso de dinheiro real ou investidores externos. A ideia é validar desde a estruturação e emissão até a transferência e liquidação desses títulos digitais de forma segura.

Grandes bancos e empresas de tecnologia unem forças

Os projetos foram divididos por especialidade. O maior bloco, com dez propostas, testará a integração de debêntures e fundos em uma mesma infraestrutura. Consórcios como os da Ripple, Mercado Bitcoin e BBChain estão entre os selecionados.

Outras frentes focam exclusivamente em debêntures digitais nativas e no uso de contratos inteligentes para automatizar a governança de fundos. Instituições como Safra e BTG Pactual lideram grupos que buscam simplificar processos operacionais complexos via tokenização.

A fase experimental deve durar seis meses. Ao final do processo, a Anbima pretende compartilhar todo o conhecimento gerado para ajudar a moldar as futuras regulamentações e preparar o mercado brasileiro para a era dos ativos digitais.

Essa movimentação consolida a tokenização como uma das prioridades da agenda de modernização do mercado de capitais nacional, prometendo mais eficiência e transparência para o investidor no futuro.