O analista de criptomoedas Kyle Doops aplicou um filtro rigoroso nas 20 maiores moedas digitais do mercado para descobrir quais realmente mostram força. O resultado surpreende: apenas três altcoins conseguiram passar neste teste de desempenho relativo.
A métrica utilizada pelo influenciador avalia a distância dos ativos em relação às suas respectivas máximas históricas. O critério de corte exigia que a moeda estivesse negociada com uma desvalorização inferior a 36% do seu recorde de preço.
De acordo com Doops, investidores iniciantes costumam errar ao buscar projetos que caíram até 99%, na expectativa de grandes descontos. “Em vez disso, é melhor olhar para o que não foi completamente destruído”, afirmou o analista em entrevista.
As únicas três moedas que atenderam a essa exigência de força foram Hyperliquid (HYPE), TRON (TRX) e Monero. O Bitcoin (BTC), principal criptoativo do mundo, não conseguiu atingir a nota de corte para compor o grupo.
Outros projetos de grande porte também ficaram distantes da aprovação. Os dados apontam que a rede Chainlink apresenta um recuo de 78%, enquanto os ecossistemas Cardano e Polkadot registram quedas acentuadas de 93% e 98%, respectivamente.
Por que HYPE e TRX lideram entre as altcoins?
O token HYPE foi classificado pelo analista como o exemplo mais forte do filtro de mercado. O ativo atingiu sua máxima histórica de US$ 89,60 no início de setembro e recuou levemente para a faixa de US$ 78,82, demonstrando alta resiliência perante os concorrentes.
Já a tese otimista para a TRON baseia-se em um padrão gráfico conhecido como xícara e alça. A projeção técnica do TRX aponta para a marca de US$ 0,4359, um valor que supera de forma fracionária o seu recorde anterior de US$ 0,4313.
Apesar da eficiência matemática para selecionar altcoins promissoras, o método possui pontos cegos notáveis. A Zcash (ZEC) reprovou no teste por operar 64% abaixo do pico de 2016, mas acumulou ganhos de 120% em um único mês e rompeu a marca dos US$ 1.000, movimento antecipado por grandes investidores, segundo o especialista Dan Held.
Até mesmo a Solana (SOL), que domina as narrativas atuais de rede, falhou no critério numérico por registrar perdas na casa dos 66%. Doops foi direto ao avaliar o ativo, lembrando que, apesar do entusiasmo do mercado, a métrica reflete a realidade da desvalorização da moeda.
O analista conclui que o mercado desses ativos funciona principalmente como um veículo de curto prazo para girar capital e retornar os lucros para o Bitcoin. Historicamente, ele avalia que manter essas moedas não costuma ser a melhor estratégia, citando o exemplo da Dogecoin, que hoje negocia 89% abaixo da sua máxima.



