O mercado de ações tokenizadas acaba de mudar de patamar com uma expansão acelerada. Em apenas trinta dias, o volume de transferências dessas versões digitais de ativos tradicionais deu um salto impressionante de 105%, movimentando 8,41 bilhões de dólares.
Os dados são da plataforma RWA.xyz e confirmam que o interesse dos investidores foi além dos títulos públicos tokenizados e do crédito privado. Agora, a renda variável tradicional ganha força máxima na tecnologia blockchain.
Esse avanço levou o valor total de mercado das ações tokenizadas a atingir 2,16 bilhões de dólares, uma alta de 43%. Ao mesmo tempo, a base de investidores se expandiu, com o número de detentores desses ativos crescendo 17% e superando a marca de 409 mil usuários.
O crescimento foi impulsionado pelo desempenho de grandes plataformas do ecossistema. A Ondo lidera o setor com quase 846 milhões de dólares em valor distribuído, seguida pela xStocks com 708 milhões de dólares. No entanto, os destaques de crescimento percentual no mês foram a Figure, com expressiva alta de 935% (alcançando 239 milhões de dólares), e a Securitize, que avançou 332% para registrar 306 milhões de dólares.
Instituições financeiras impulsionam as ações tokenizadas
A infraestrutura de distribuição tem sido fundamental para o sucesso desses ativos. Corretoras como Kraken, Bybit e Bitget Wallet utilizaram a tecnologia da xStocks para dar acesso à exposição tokenizada da SpaceX, atraindo investidores interessados em ativos antes restritos ao mercado privado.
O movimento também atrai gigantes tradicionais de Wall Street. A DTCC planeja um serviço de títulos tokenizados por meio de um projeto piloto de três anos, enquanto a NYSE e a Intercontinental Exchange desenham uma plataforma voltada para fundos e ações tokenizadas. A própria Securitize inovou ao emitir frações digitais de suas próprias ações nas redes Solana e Avalanche durante sua estreia na bolsa de Nova York.
Apesar dos benefícios claros de liquidez 24 horas e fracionamento, o setor de ações tokenizadas ainda é jovem frente aos mercados tradicionais. Os desafios atuais envolvem a clareza sobre os direitos econômicos do investidor (como dividendos e voto) e a evolução regulatória para garantir a segurança jurídica dessas operações no longo prazo.



