Ações da Strategy desabam abaixo de US$ 100 com a queda do Bitcoin

Ações da Strategy desabam abaixo de US$ 100 com a queda do Bitcoin

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por Redação

O mercado de criptoativos enfrenta forte volatilidade nesta quarta-feira, arrastando ativos correlacionados. As ações da Strategy (MSTR) despencaram para menos de US$ 100 pela primeira vez desde março de 2024, acompanhando o recuo do Bitcoin rumo à faixa dos US$ 60 mil.

Os papéis da gigante institucional atingiram a mínima de US$ 97,30 logo após a abertura do mercado americano, registrando uma baixa diária de quase 5,5%. O movimento intensifica uma sequência negativa recente, acumulando perdas de 20% na última semana e mais de 38% nos últimos trinta dias.

A última vez em que as ações da Strategy negociaram abaixo do patamar de US$ 100 foi há mais de dois anos, quando o Bitcoin exibia cotação semelhante, entre US$ 61.000 e US$ 62.000. Desde então, ambos os ativos experimentaram forte valorização antes da recente correção.

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O impacto do modelo de tesouraria nas ações da Strategy

Em 2025, as ações da Strategy ultrapassaram a marca de US$ 400, impulsionadas pelo otimismo regulatório nos Estados Unidos. Paralelamente, o Bitcoin registrou sua máxima histórica acima de US$ 126 mil em outubro passado, mas recuou mais de 50% até atingir a cotação atual de US$ 60.322.

A desvalorização do principal ativo digital é motivada pela saída de capital dos ETFs spot de criptomoedas, pela migração de investidores para ações de inteligência artificial e pela postura monetária mais rígida do Federal Reserve.

Como maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, a empresa dita tendências de mercado. No entanto, a revelação no início de junho de que a companhia realizou sua primeira venda de BTC desde 2022 quebrou a narrativa institucional de acumulação contínua, afetando o sentimento dos investidores.

A pressão também atinge as ações preferenciais da empresa (STRC). Desenvolvidas para operar próximas a US$ 100, elas caíram para US$ 82,53 na semana passada e operam em queda de 3,4% hoje, cotadas a US$ 84,35, diante do receio de que a empresa precise liquidar mais Bitcoins para honrar o pagamento de dividendos.

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