
A gigante de pagamentos Visa deu um passo definitivo ao colocar os pagamentos com stablecoins em operação comercial oficializada em 15 de outubro.
A tecnologia passa a integrar o ecossistema do Visa Direct em parceria com a Inyo Global, processadora que atende fintechs e bancos em mais de 180 países.
Com essa mudança, empresas elegíveis agora podem utilizar a stablecoin USDC para o pré-financiamento de pagamentos em operações transfronteiriças a qualquer momento.
A solução resolve um gargalo do setor corporativo, onde companhias precisavam imobilizar capital com antecedência em contas bancárias, sofrendo com atrasos de finais de semana.
O salto no volume e a consolidação dos pagamentos com stablecoins
O avanço ocorre em meio a uma forte alta nos volumes transacionados. As liquidações em stablecoins da Visa ultrapassaram o ritmo anualizado de 20 bilhões de dólares, alta expressiva comparada aos 7 bilhões registrados em abril.
Além disso, a companhia já contabiliza mais de 160 programas de cartões atrelados a ativos digitais, com volumes de gastos crescendo quase 200% no segundo trimestre fiscal.
O modelo adotado pela gigante de pagamentos permanece híbrido. O beneficiário final não precisa receber em cripto, pois a rede faz a conversão automática para a moeda local nos bastidores.
A nova fase reforça que esses ativos deixaram de ser testes isolados para se tornarem ferramentas reais de tesouraria nos pagamentos com stablecoins corporativos globais.








