A OranjeBTC, maior empresa de tesouraria de Bitcoin da América Latina, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 460,7 milhões. O resultado corporativo foi pressionado diretamente pela desvalorização do principal ativo digital do mercado no período.
Desse montante, a maior parcela decorre de um ajuste contábil de R$ 466,8 milhões devido à marcação a valor justo. A administração da OranjeBTC destacou que o efeito é estritamente contábil, não configura saída de caixa e nem altera a estratégia de longo prazo da companhia.
Ao final de março, a empresa mantinha em sua carteira 3.723 bitcoins, apresentando estabilidade operacional em relação ao encerramento de 2025. Essa posição estava avaliada em R$ 1,33 bilhão em ativos intangíveis, com preço médio de R$ 356,1 mil por unidade.
OranjeBTC: R$ 210 milhões em debêntures com aval do Itaú
Estratégia institucional e expansão da OranjeBTC
O movimento acompanhou um trimestre de forte oscilação no mercado de criptomoedas, onde o Bitcoin recuou de patamares próximos a R$ 488 mil para mínimas de R$ 330 mil em fevereiro, fechando março cotado perto de R$ 350 mil.
Aproveitando as janelas de oportunidade criadas pela volatilidade, a OranjeBTC recomprou 274.200 ações ordinárias próprias por cerca de R$ 2,2 milhões. A decisão foi executada após a gestão identificar que os papéis estavam sendo negociados com desconto em relação ao valor das reservas.
O período também registrou avanço institucional expressivo, com a base de investidores crescendo 65% e atingindo 8.579 acionistas. Essa expansão reflete o aumento na liquidez diária e reforça o posicionamento da OranjeBTC no desenvolvimento do ecossistema financeiro local.
DeFi na América Latina: da promessa cripto à utilidade real




