OranjeBTC: R$ 210 milhões em debêntures com aval do Itaú

OranjeBTC: R$ 210 milhões em debêntures com aval do Itaú

A OranjeBTC anunciou uma movimentação de peso no mercado brasileiro: a emissão de R$ 210 milhões em debêntures totalmente garantidas pelo Bitcoin. O grande diferencial é que a operação terá como contraparte um fundo gerido pelo Itaú Asset Management.

Essa é considerada a primeira operação relevante de dívida estruturada no Brasil a utilizar o ativo digital como colateral. A decisão foi aprovada pelo conselho da companhia e divulgada em fato relevante nesta quinta-feira (30).

A estratégia da OranjeBTC é clara: utilizar instrumentos do mercado financeiro tradicional para alavancar sua exposição direta à moeda. Os recursos serão usados para reforçar o caixa e comprar ainda mais frações do ativo.

Os títulos de dívida não são conversíveis em ações e serão divididos em duas séries. O pagamento total, incluindo a remuneração, acontece só no vencimento, em janeiro de 2031, sem parcelas intermediárias para a empresa.

Expansão e o “Padrão Bitcoin” na OranjeBTC

Com o montante bilionário, a companhia reforça seu papel como pioneira na América Latina ao adotar uma estratégia 100% voltada ao criptoativo. Além de comprar mais moedas, o dinheiro pode ser usado para recomprar ações da própria empresa.

O CEO da companhia, Gui Gomes, afirmou que a emissão fortalece a visão de longo prazo do negócio. “A operação busca acelerar a adoção do padrão Bitcoin no Brasil e na América Latina e conta, desta vez, com o braço de gestão de recursos do Itaú”, destacou o executivo.

Essa ofensiva acontece pouco tempo após a OranjeBTC Bitcoin lançar seus ADRs nos Estados Unidos, facilitando o investimento estrangeiro. A ideia é consolidar a empresa como um veículo corporativo para quem busca exposição ao setor.

No pregão, as ações da OBTC3 reagiram bem à notícia, operando em alta de cerca de 4%. Apesar da volatilidade acumulada no ano, o mercado parece otimista com a validação vinda de um gigante como o Itaú.