
O mercado de criptomoedas voltou a encostar no valor total de US$ 3 trilhões nesta terça-feira, puxado pela forte alta do Bitcoin e pelo avanço das principais altcoins. O ecossistema global registrou um ganho de aproximadamente 4,3% nas últimas 24 horas.
O Bitcoin superou a barreira de US$ 86 mil, alcançando sua cotação mais elevada em 33 semanas, patamar não visto desde o final de janeiro. A principal criptomoeda do mundo operava ao redor de US$ 86.000, acumulando valorização de 4,5% em apenas um dia.
O movimento de alta também impulsionou os ativos alternativos. O Dogecoin destacou-se com valorização próxima de 11%, enquanto o XRP subiu 5,7%, cotado a US$ 1,53, e a Solana registrou avanço de 3,6%, negociada perto de US$ 117. O Ether avançou 2,3%, atingindo US$ 2.745, e o BNB apresentou alta de 1,6%.
Fora do grupo das grandes moedas, o comportamento mais especulativo ficou evidente no token AKE, do ecossistema Akedo. O ativo acumulou valorização de 170% em sete dias antes de recuar mais de 60% em relação à sua máxima histórica atingida no domingo.
O cenário financeiro global colaborou para a recuperação dos ativos de risco, impulsionado pela queda nos preços do petróleo e pela reação positiva das bolsas norte-americanas na segunda-feira.
ETFs e liquidações impulsionam o mercado de criptomoedas
Além do mercado à vista, o fluxo institucional registrou forte aceleração. Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos captaram quase US$ 1 bilhão em um único dia na segunda-feira, marcando o melhor desempenho diário para esses produtos desde outubro de 2025.
Esse ingresso massivo ocorre após um período de oscilações nas captações. Embora os ETFs tenham atraído cerca de US$ 3,8 bilhões no início de setembro ao longo de três semanas, o segmento também enfrentou resgates pontuais, como os US$ 450,4 milhões em saídas líquidas no dia 15 de setembro.
No mercado de derivativos, a disparada dos preços provocou a liquidação de mais de US$ 920 milhões em posições vendidas na segunda-feira. Os operadores que apostavam na queda dos preços foram forçados a fechar suas posições à medida que as cotações subiam.
A recuperação fez o interesse aberto em contratos perpétuos se aproximar de US$ 160 bilhões, o patamar mais alto desde o final de outubro de 2025. O dado indica que a alavancagem voltou com força ao mercado de criptomoedas, fator que pode intensificar a volatilidade em movimentos futuros.








