
O Bitcoin opera em baixa nesta quinta-feira (22), cotado a US$ 81.690, após sofrer o impacto direto da forte desvalorização das bolsas asiáticas e da entrada do mercado acionário chinês em território de baixa.
Nas últimas horas, o criptoativo devolveu o avanço registrado na véspera, quando o Bitcoin havia chegado perto dos US$ 85 mil antes de desencadear uma onda abrupta de perdas e liquidações no setor.
O movimento de retração atinge outros ativos digitais, com o Ethereum recuando para US$ 2.409, além de quedas em XRP, Solana e BNB.
A onda vendedora acompanha o tombo nos índices da Ásia, onde o CSI 300 da China acumulou queda de 20% em relação ao pico de junho. Bolsas no Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong também fecharam no vermelho.
As empresas de tecnologia lideraram o recuo global, pressionadas por balanços corporativos nos Estados Unidos que geram dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial, somadas à alta do petróleo Brent acima de US$ 112.
Impacto das liquidações e o futuro do Bitcoin
Com a volatilidade em alta, o Bitcoin registrou cerca de US$ 431 milhões em posições alavancadas liquidadas nas últimas 24 horas, incluindo uma única ordem de US$ 11,8 milhões encerrada na Binance.
Apesar da turbulência, os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram aportes líquidos de US$ 1,08 bilhão nos três primeiros pregões da semana, evidenciando resiliência na demanda institucional.
“Há uma melhora inicial na demanda institucional. Entretanto, os fluxos continuam voláteis, e entradas sustentadas são necessárias para confirmar uma recuperação mais forte”, pontuou Vikram Subburaj, CEO da Giottus.









