O preço do Bitcoin operou em queda nesta quinta-feira, recuando para a faixa de US$ 63.500. A desvalorização de pouco mais de 0,5% no dia reflete a reação inicial do mercado ao relatório de inflação dos Estados Unidos (CPI), que veio dentro do esperado pelos economistas.
Os dados de julho apontaram que a inflação cheia subiu 0,1% no mês e 3,4% no ano. O núcleo da inflação, que exclui componentes voláteis como alimentos e energia, registrou alta mensal de 0,2% e desacelerou para 2,5% na comparação anual.
Esse cenário econômico estabilizou as expectativas dos investidores, mas não ofereceu o estímulo necessário para impulsionar o preço do Bitcoin para novas máximas. Logo após a publicação dos dados, as chances de um aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro recuaram de 46% para 38% nos mercados futuros.
Como os dados macroeconômicos impactam o preço do Bitcoin
Enquanto o preço do Bitcoin cedia, o mercado de altcoins apresentou um desempenho misto. O token HYPE, da Hyperliquid, liderou os ganhos com uma alta superior a 3%, alcançando a marca de US$ 56. A Tron também registrou avanço marginal, sendo negociada a pouco menos de US$ 0,34.
Em contrapartida, grande parte dos principais ativos digitais operou no vermelho. A Dogecoin caiu quase 3%, cotada a US$ 0,07, e o XRP recuou mais de 1%, retornando ao patamar de US$ 1. BNB e Solana acompanharam o movimento negativo, sendo negociados a US$ 610 e US$ 76, respectivamente, enquanto o Ether teve leve queda para US$ 1.880.
Gabe Selby, chefe de pesquisa da CF Benchmarks, explicou em entrevista ao CoinDesk que números dentro das projeções servem apenas para remover riscos extremos. “É necessária uma surpresa genuína para criar um catalisador”, pontuou o especialista.
Segundo Selby, historicamente o mercado reage com mais força quando a inflação força uma revisão nas taxas de juros, com o ativo registrando ganhos médios de 3,25% quando os índices vêm abaixo das estimativas do mercado.
Sem surpresas na inflação, os operadores agora direcionam a atenção para os próximos eventos do calendário econômico. Os principais focos do mercado incluem o simpósio de banqueiros centrais em Jackson Hole, no final deste mês, além do relatório de empregos de 4 de setembro e a nova divulgação de inflação no dia 11 do mesmo mês.
Fora do ecossistema de criptomoedas, os mercados tradicionais reagiram de maneira mais otimista. O índice Kospi da Coreia do Sul avançou quase 4%, entrando em um mercado de alta técnico com ganhos de 22% em apenas dez dias.
Nas commodities, o petróleo Brent interrompeu uma sequência de seis altas consecutivas, recuando da marca de US$ 90 o barril em meio ao aumento de tensões geopolíticas no Oriente Médio.





