Mais da metade dos investidores da Geração Z está realocando capital do mercado financeiro para as apostas esportivas. Uma pesquisa de 2026 da Betterment revelou que 52% desses jovens transferiram fundos destinados a investimentos tradicionais para plataformas de palpites ao menos uma vez no último ano.
O levantamento, realizado com 1.000 investidores de varejo nos Estados Unidos, evidencia uma mudança de comportamento no setor. Cerca de 26% dos entrevistados da Geração Z classificam as apostas esportivas como uma parte intencional de sua estratégia financeira de longo prazo.
Esse percentual contrasta diretamente com o perfil de gerações mais velhas. Apenas 14% dos millennials, 6% da Geração X e 1% dos baby boomers adotam a mesma postura. Além disso, 14% dos investidores mais jovens afirmaram fazer essa transferência de capital financeiro para plataformas de apostas várias vezes ao mês.
O avanço das apostas esportivas na carteira dos jovens
Esse movimento ganha tração em um mercado que movimentou US$ 166,94 bilhões de forma legal nos Estados Unidos em 2025, marcando um aumento anual de 11%. As plataformas de apostas esportivas agora competem ativamente pelo mesmo capital que costumava ser destinado a corretoras e exchanges de criptomoedas.
O principal fator para essa transição envolve a percepção de progresso financeiro. De acordo com um estudo da Northwestern Mutual, 80% dos jovens atraídos por essas alternativas especulativas sentem que estão atrasados na construção de patrimônio. Para esse grupo, produtos de alto risco representam um meio de acelerar ganhos.
A forma como esses investidores consomem informações e tomam decisões também passou por transformações. O uso de redes sociais como a principal fonte de notícias financeiras saltou de 45% em 2024 para 60% em 2026, e 48% do público afirmou que ferramentas de inteligência artificial influenciaram suas escolhas financeiras recentes.
Entidades reguladoras apontam consequências de longo prazo para quem substitui aplicações financeiras tradicionais pelas apostas esportivas. A SEC destaca a perda significativa do efeito dos juros compostos com o tempo, enquanto estudos do NBER indicam um aumento direto no endividamento via cartão de crédito entre famílias que adotam essa prática.




