
O preço do Bitcoin oscila próximo de US$ 81.500 enquanto o mercado avalia forças opostas para os próximos meses. De um lado, a adesão de grandes empresas e fundos impulsiona o ativo. Do outro, a inflação elevada e a incerteza sobre os juros nos Estados Unidos contêm otimismos exagerados.
Analistas se dividem sobre a capacidade da criptomoeda em superar as barreiras econômicas globais antes do encerramento do ano. O otimismo de longo prazo permanece sustentado pela entrada de capital institucional e pelas dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida do governo americano.
Para Ryan Rasmussen, chefe de pesquisa da gestora Bitwise, o valor do ativo deve encerrar o período em patamar superior ao atual. Ele projeta que o preço do Bitcoin pode superar a marca de US$ 100 mil, impulsionado por compras via ETFs, aquisições corporativas e maior clareza regulatória.
Rasmussen aponta que o cenário macroeconômico pode trazer turbulência no curto prazo, especialmente com a decisão de juros do Federal Reserve no fim de outubro e as eleições americanas em novembro. No entanto, ele avalia que esses momentos de volatilidade abrem oportunidades de compra para investidores.
Por outro lado, Adam Morgan McCarthy, chefe de pesquisa da corretora LO:TECH, adota uma postura mais conservadora. Sua projeção indica que o criptoativo deve negociar entre US$ 85.000 e US$ 95.000 até o encerramento do ano.
O que afeta o preço do Bitcoin no cenário atual?
O aperto monetário do Banco Central americano continua pesando sobre os mercados globais. Após a alta de juros em setembro e com nova elevação estimada para dezembro, o movimento reduz a liquidez disponível para ativos de maior risco.
Dados do relatório Citi indicam que o mercado total de criptomoedas cresceu no terceiro trimestre, saltando de US$ 2,1 trilhões para quase US$ 3 trilhões. Contudo, James Butterfill, da CoinShares, lembra que o fluxo de entrada em produtos de investimento desacelerou recentemente, exigindo nova força compradora para sustentação dos preços.
Além disso, a estrutura de mercado atual mostra menor alavancagem entre os negociadores de derivativos. Segundo operadores da Laser Digital, esse cenário reduz o risco de liquidações em massa e abre margem para um movimento de alta rápido caso o ativo supere a barreira dos US$ 90 mil.








