Hyperliquid adota KYC e acena para os EUA em guinada histórica no DeFi

Hyperliquid adota KYC e acena para os EUA em guinada histórica no DeFi

A corretora descentralizada Hyperliquid está testando uma nova funcionalidade de verificação de identidade. A implementação do recurso KYC, sigla para Know Your Customer, gerou debates na comunidade sobre a possível chegada da plataforma ao mercado norte-americano.

O recurso, batizado de “Stars”, permite que criadores elaborem uma lista de permissões para negociação de contratos futuros de commodities (HIP-3). Com limite de até 10 mil endereços, os usuários fora da lista podem apenas depositar fundos, ficando impedidos de executar ordens de negociação.

Analistas de mercado apontam que a medida busca estruturar uma interface voltada a investidores dos Estados Unidos. A decisão ocorre após reuniões de representantes da plataforma e de emissores com reguladores norte-americanos, como a SEC e a CFTC.

Outra interpretação de especialistas é que a iniciativa visa separar investidores dos EUA e formadores de mercado em pools de liquidez distintos do segmento offshore. Vale notar que a plataforma foi a primeira DEX a bloquear endereços associados à corretora HTX após sanções.

Impacto do recurso Hyperliquid KYC e a comparação com Uniswap

A movimentação não é um caso isolado no ecossistema DeFi. Recentemente, a Uniswap revelou suas primeiras “piscinas de liquidez permissivas” para negociar ativos tokenizados e regulados. Com a nova fase do Hyperliquid KYC, o setor sinaliza uma busca mais ampla por conformidade regulatória.

Por outro lado, analistas apontam riscos relativos à concentração de volume. O protocolo TradeXYZ responde por 99% das negociações do recurso HIP-3, que representa cerca de 60% do volume total da corretora. Apesar disso, o CEO da TradeXYZ, Collins Belton, descartou planos de deixar a plataforma.

No mercado spot, o token nativo HYPE é negociado em torno de US$ 55, acumulando uma retração de 25% em relação ao pico mensal de US$ 73. A expectativa agora se volta para os desdobramentos sobre a regulamentação do ecossistema.