Aa Hyperliquid virou o motor da liquidez do mercado de derivativos

Aa Hyperliquid virou o motor da liquidez do mercado de derivativos

A corretora descentralizada Hyperliquid está mudando a forma como o mercado de finanças descentralizadas (DeFi) opera. Criada no início de 2023, a plataforma se destacou na negociação de contratos perpétuos e agora compartilha sua infraestrutura com outras empresas.

Especialistas já chamam a Hyperliquid de “AWS das finanças”. Isso porque ela permite que outros aplicativos, como carteiras digitais e corretoras, utilizem sua liquidez de forma integrada, funcionando como peças de montar no ecossistema de criptomoedas.

Essa arquitetura descentralizada atraiu centenas de desenvolvedores, incluindo grandes nomes como MetaMask, Phantom e a corretora sul-africana VALR. Através de um sistema de “códigos de construtor”, essas integrações já geraram cerca de US$ 90 milhões em receita, segundo dados da plataforma Flowscan.

Hyunsu Jung, CEO da Hyperion DeFi, explica que o projeto vai muito além de uma simples plataforma de negociação. “A parte dos perpétuos é ótima, mas trata-se realmente de uma infraestrutura de blockchain de camada um”, afirmou Jung.

A principal vantagem é que os desenvolvedores focam na experiência do usuário, enquanto o sistema central gerencia a execução financeira. Sterling Barnett, da Hyperliquid Labs, reforça que os integradores podem oferecer liquidez institucional e ainda receber taxas sobre as negociações.

Integração com a Hyperliquid atrai carteiras e grandes corretoras

A MetaMask, que possui mais de 100 milhões de usuários globais, liberou o acesso a contratos perpétuos diretamente de sua interface em outubro de 2025. Matthieu Saint Olive, gerente de produto da MetaMask, destacou que combinar ordens é um desafio técnico que a Hyperliquid resolve com excelência.

“Ao rotear ordens direto para o livro de ofertas da Hyperliquid, o MetaMask Perps oferece uma das melhores liquidez e qualidade de execução disponíveis”, disse Saint Olive. Ele também revelou que os mercados de ativos do mundo real (RWA) saltaram de uma pequena fatia para cerca de 25% do volume desde o início de 2026.

Até mesmo corretoras centralizadas estão aderindo ao modelo. A VALR, com quase 2 milhões de clientes no varejo, tentou criar seu próprio sistema de derivativos do zero, mas enfrentou dificuldades para atrair volume de operações.

O CEO da VALR, Farzam Ehsani, decidiu então conectar sua plataforma à rede compartilhada. A corretora viu a oportunidade de acessar uma base global de participantes e resolver seu problema de liquidez de forma imediata e transparente.

Com a possível entrada de gigantes como Robinhood e Coinbase no setor de contratos perpétuos, o mercado espera ainda mais oportunidades operacionais. O modelo de liquidez compartilhada promete ser o novo padrão para o crescimento sustentável do setor.