A CoinEx, corretora de criptomoedas sediada em Hong Kong, anunciou o encerramento definitivo de suas operações. Após quase uma década em funcionamento, a diretoria informou que as condições para manter o negócio no setor atual se tornaram difíceis.
Os clientes da plataforma têm até o dia 22 de dezembro para realizar o saque de todos os seus fundos. Esta data limite marca o fechamento oficial da corretora e coincide exatamente com o nono aniversário de seu lançamento.
O fundador e CEO da empresa, Haipo Yang, comunicou a decisão através da rede social X nesta terça-feira. Segundo o executivo, a CoinEx não conseguiu alcançar a liderança na indústria de criptomoedas.
Além disso, Yang destacou os desafios regulatórios do setor. Ele explicou que “os riscos de segurança e conformidade de administrar uma corretora de criptomoedas tornaram-se cada vez mais difíceis de conter”.
O fundador confirmou que chegou a considerar a venda da companhia, mas rejeitou a ideia por não achar adequado passar a operação adiante. “Um final limpo é o final certo”, afirmou o CEO sobre a decisão de encerrar a plataforma.
O impacto no mercado e os desafios da CoinEx
Os dados de mercado ilustram a diferença de escala entre a empresa e suas concorrentes. O volume de negociação de 24 horas da CoinEx operava na faixa de US$ 70 milhões, de acordo com o portal CoinGecko.
Esse número é significativamente menor quando comparado a outras corretoras com forte presença na Ásia. A CoinW, por exemplo, registra US$ 1,18 bilhão em volume, enquanto a Gate atinge a marca de US$ 1,6 bilhão.
O fechamento da CoinEx reflete um movimento de consolidação do mercado de ativos digitais. Corretoras mais antigas estão encontrando dificuldades para sustentar suas operações enquanto a indústria amadurece e os custos de conformidade aumentam.
Eventos recentes confirmam essa tendência de encolhimento entre plataformas tradicionais. Em julho, as corretoras Bitmart e BitMEX, que operavam desde 2017 e 2014, respectivamente, também anunciaram o fim de suas atividades.
O principal fator apontado para essas paralisações é a queda no volume de negociações no mercado à vista, impulsionada por uma menor participação de investidores de varejo.




