
O colossal hack da Binance que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões teve início por meio de uma falsa entrevista de emprego articulada por criminosos ligados à Coreia do Norte.
Em coletiva realizada nesta terça-feira sobre o hack da Binance, executivos detalharam os bastidores da campanha de infiltração, apontada pelo FBI como uma operação construída ao longo de vários meses por hackers norte-coreanos.
Segundo o diretor de segurança Jimmy Su, o esquema começou em setembro, quando um engenheiro de software foi contatado em uma plataforma profissional por um suposto diretor de projeto.
Após uma entrevista por vídeo com direito a trocas de fotos pessoais para gerar confiança, uma segunda conversa com um falso CEO culminou no download de um código malicioso disfarçado de tarefa técnica.
Como o hack da Binance explorou o recurso EIP-7702 do Ethereum
Em 20 de outubro, os invasores aproveitaram a máquina comprometida e uma ferramenta interna de IA para alcançar os computadores de dois engenheiros da equipe de carteiras.
No dia 29 de outubro, credenciais roubadas foram utilizadas para implantar um container e executar um script malicioso, fazendo com que os fundos começassem a deixar as carteiras às 20:05 UTC.
A exploração utilizou o mecanismo EIP-7702 da rede Ethereum para assumir direitos de execução sobre uma carteira quente, exigindo uma contenção complexa devido à computação multipartidária.
O CEO Richard Teng informou que cerca de US$ 2,85 bilhões já foram congelados e que aproximadamente 98% dos tokens afetados foram repostos com fundos próprios da empresa, garantindo que os clientes não sofressem prejuízos diretos com o hack da Binance.
A contenção completa do incidente ocorreu às 00:10 UTC de 30 de outubro. A corretora também revelou que bloqueou 57 tentativas semelhantes vinculadas ao mesmo grupo este ano e que contratará especialistas independentes para auditar o caso.








