O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou que o crescimento recente nas reservas de Bitcoin em El Salvador foi financiado exclusivamente por doações privadas. Segundo a organização, nenhum recurso público foi utilizado para acumular a criptomoeda desde a revisão do programa de empréstimos em junho de 2025.
Os documentos entregues pelas autoridades locais mostram que a expansão do portfólio não viola as exigências do fundo. Na primeira avaliação, o FMI havia solicitado que o saldo da moeda digital gerido pelo setor público permanecesse inalterado.
O rastreador oficial do país aponta um saldo atual de 7.764,37 BTC. Esse número reflete um salto de mais de 1.000 moedas apenas em novembro, impulsionado pela rotina de receber uma unidade do ativo por dia. O FMI não revelou a identidade dos doadores nem os valores exatos das contribuições individuais.
Apesar da restrição no uso de verbas estatais, a política para o Bitcoin em El Salvador segue ativa e sem expectativa de novos acúmulos além das doações documentadas. O presidente Nayib Bukele já havia declarado, em março do ano passado, que o país não interromperia suas aquisições.
O futuro do Bitcoin em El Salvador e a carteira Chivo
Como parte das negociações recentes, o governo transferiu o controle operacional e a maior parte das ações da carteira digital Chivo para um operador privado não divulgado. O Estado manteve apenas uma participação minoritária, além da responsabilidade pela custódia dos ativos dos usuários.
O país e a equipe do FMI também definiram medidas práticas para reforçar a estrutura legal e a supervisão do setor de criptomoedas.
As novas divulgações marcam um consenso entre as duas partes, alcançando um acordo em nível técnico para a segunda e terceira revisões do atual programa de facilidade de crédito de 40 meses voltado para a nação.


