
O preço do Bitcoin inicia novembro testando um patamar fundamental de defesa na faixa dos US$ 76.000, correspondente ao custo médio dos detentores de curto prazo. A criptomoeda encerrou outubro com queda de 7%, pressionada pelo impacto de um hack bilionário na Binance.
A invasão gerou perdas e uma onda de liquidações que somou US$ 1,58 bilhão no mercado global. Com a reabertura dos saques em 1º de novembro, clientes retiraram cerca de US$ 2 bilhões em poucas horas, enquanto o saldo roubado de 18.270 BTC permanece inalterado em 19 carteiras associadas ao invasor.
Dados da Glassnode mostram forte movimentação nas corretoras durante a desvalorização recente. Embora fluxos expressivos tenham ocorrido logo após o incidente, o indicador MVRV dos detentores de curto prazo aponta que o preço do Bitcoin opera próximo de 1,02, refletindo uma margem de lucro restrita de apenas 2% para esses compradores recentes.
Cenários técnicos e o futuro do preço do Bitcoin no curto prazo
No aspecto gráfico, o mercado oscila em uma zona de indecisão. O gráfico diário acionou um alerta com o indicador Supertrend virando para baixa pela primeira vez desde maio, período que antecedeu uma correção acentuada. No entanto, o preço do Bitcoin ainda se sustenta na retração de Fibonacci em US$ 77.876.
As resistências imediatas estão estabelecidas entre US$ 81.000 e US$ 82.000, com barreiras mais fortes acumuladas na faixa de US$ 85.000 a US$ 87.000. Fatores externos, como as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a saída de US$ 643 milhões em ETFs no dia posterior ao hack, adicionam volatilidade ao cenário.
Caso o suporte de US$ 76.000 seja rompido, o preço do Bitcoin pode buscar alvos inferiores entre US$ 73.000 e US$ 74.000, abrindo margem para recuos mais profundos. Em contrapartida, manter a faixa atual e superar os US$ 82.000 reacende o caminho em direção à marca dos US$ 87.000.









