
A tesouraria corporativa Strategy voltou a comprar Bitcoin na última semana, injetando US$ 65,5 milhões para adquirir 811 moedas. As operações ocorreram entre 26 de outubro e 1 de novembro, com um preço médio de US$ 80,846 por unidade, conforme documento enviado à SEC.
Para financiar a rodada, a companhia negociou 1.178,552 ações da MSTR, gerando US$ 164 milhões em receita líquida. Desse total, US$ 65,5 milhões foram direcionados aos criptoativos e US$ 98,5 milhões reforçaram o saldo de caixa em dólares.
Com essa movimentação, o total sob custódia da empresa alcançou 849.327 BTC, acumulados por um custo total de US$ 64,08 bilhões. O preço médio histórico de aquisição da reserva corporativa ficou em aproximadamente US$ 75.451 por unidade.
Além disso, a empresa destinou US$ 208,2 milhões para recomprar 2.092,035 ações de sua preferencial de taxa variável (STRC). O montante foi pago integralmente com recursos do caixa, que recuou para US$ 132,7 milhões.
Impacto no caixa e o futuro da Strategy
A Reserva em USD da companhia encerrou o período em US$ 4,79 bilhões, após a distribuição de US$ 43,4 milhões em dividendos. Restam ainda US$ 748,6 milhões disponíveis no programa de recompra de ações preferenciais da Strategy.
Em paralelo, a STRC implementou um novo formato de remuneração com pagamentos diários aprovados pelos acionistas, tendo a primeira data de registro efetivada em 1 de novembro.
No cenário de mercado, o Mizuho Financial Group manteve a recomendação de “Outperform” e preço-alvo de US$ 165 para a MSTR. O analista Dan Dolev destacou a queda na alavancagem líquida, mas ponderou preocupações sobre diluição devido à queda de 3,7% no bitcoin por ação neste ano.
Para fechar o cenário, a Strategy está sob análise para possível exclusão dos índices de ações da MSCI. As novas regras publicadas em outubro tratam companhias focadas em um único ativo como inelegíveis, e a relação final será publicada em 11 de novembro.








