O mercado de criptomoedas se prepara para um aumento na oferta em circulação logo nos primeiros dias do mês. Um novo relatório aponta que um desbloqueio de tokens programado injetará mais de US$ 879,9 milhões em novos ativos na primeira semana de novembro de 2026.

Três redes se destacam nesse movimento de liberação de oferta: Bitway (BTW), Kite (KITE) e Hyperliquid (HYPE). Esse tipo de evento costuma trazer volatilidade temporária e influenciar as cotações no curto prazo, exigindo atenção dos investidores.

No dia 2 de novembro, a Bitway realiza a liberação de 101,63 milhões de unidades do token BTW, o equivalente a US$ 109,66 milhões. A quantia corresponde a 3,37% do suprimento já em circulação no mercado. A rede Layer-1 Proof-of-Stake compatível com Bitcoin destina a maior fatia desse montante para a comunidade (60,17 milhões de BTW), enquanto 41,46 milhões vão para o ecossistema.

Logo em seguida, em 3 de novembro, ocorre o maior volume do período com o token KITE, da rede Kite. A blockchain voltada para pagamentos com agentes autônomos de IA libera 640 milhões de tokens, avaliados em US$ 78,30 milhões. O volume representa 17,41% da oferta circulante e marca exatamente um ano do início das negociações do ativo.

Desse total, 400 milhões atendem equipe e consultores, e 240 milhões vão para investidores.

O impacto do desbloqueio de tokens no Mercado

Fechando o trio principal no dia 6 de novembro, a DEX de perpétuos Hyperliquid passa por um desbloqueio de tokens mais contido. Embora o cronograma projetasse 9,92 milhões de ativos, a equipe confirmou a liberação de apenas 180 mil HYPE (US$ 15,72 milhões), direcionados integralmente aos desenvolvedores principais. O montante equivale a 0,08% do suprimento circulante.

Outros projetos como Momentum (MMT), Ethena (ENA) e HMX (HMX) também distribuirão novos ativos ao longo dos próximos dias. Vale ressaltar que a plataforma Tokenomist sinaliza que os dados relativos aos tokens Bitway e Kite ainda dependem de verificação final, mantendo os números atuais no campo das projeções.

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Luíza Nunes
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