Ter centenas de dólares em stablecoins na carteira e não conseguir movimentá-los por falta de saldo nativo é um problema comum. Isso acontece porque a rede Ethereum exige o pagamento das taxas em sua própria criptomoeda.
No entanto, uma nova proposta acaba de ser confirmada para resolver essa limitação. Os desenvolvedores principais agendaram a inclusão do EIP-8141, chamado de Frame Transactions, para o próximo grande ciclo de melhorias da rede.
As mudanças estruturais do projeto são agrupadas em pacotes periódicos. Enquanto a atualização Glamsterdam está prevista para o final deste ano, a funcionalidade Frames chegará com o pacote Hegotá, programado para 2027.
Vitalik Buterin, cofundador da rede e um dos 10 autores da proposta, comentou no X no último domingo: “Muito progresso importante sobre o Frames (EIP-8141) tem acontecido silenciosamente nos últimos meses”.
Como o recurso Frames altera o pagamento de taxas do Ethereum
O modelo divide uma transação em etapas separadas. Uma fase verifica a autorização do usuário, outra define quem assume o custo e a última executa a instrução. Com isso, a conta que envia o dinheiro não precisa ser a mesma que paga a tarifa de transferência.
Na prática, um aplicativo de pagamentos poderá cobrir os custos operacionais ou debitar stablecoins do usuário para quitar o valor necessário. A rede continuará recebendo as taxas em ETH, mas o usuário final não precisará comprar a moeda nativa.
Além de facilitar os pagamentos, a proposta agrupa processos dependentes. Atualmente, negociar um token exige aprovar o gasto no aplicativo e depois enviar a ordem. O Frames une essas ações: se a negociação falhar, a permissão concedida é revogada automaticamente.
A atualização também permitirá que uma conta defina suas próprias regras de aprovação. Será possível trocar a chave privada de uma carteira por uma nova, incluindo modelos matemáticos resistentes a computadores quânticos, sem precisar transferir os fundos para um endereço diferente.


