
O recente hack da Binance revelou uma brecha sem precedentes que resultou em um prejuízo estimado em impressionantes US$ 6,3 bilhões em várias redes de criptomoedas.
Na rede Ethereum, que concentrou cerca de US$ 2,5 bilhões do montante desviado, o invasor explorou um recurso tecnológico recente chamado EIP-7702.
Introduzido no upgrade Pectra em maio de 2025, o recurso permite que carteiras comuns utilizem temporariamente o código de contratos inteligentes.
Utilizando 50 assinaturas válidas obtidas de uma carteira da corretora conhecida como “Binance 14”, o criminoso ativou um script automatizado de varredura.
Com essa permissão, a conta direcionou fundos massivos para o invasor em poucos minutos, mantendo a vulnerabilidade ativa por quase quatro horas.
Investigação e os impactos do hack da Binance
Além do Ethereum, os criminosos também desviaram ativos em blockchains como Bitcoin, Solana, Tron e XRP por meio de transferências convencionais.
O co-CEO da corretora, Richard Teng, afirmou que as descobertas iniciais apontam para um notebook comprometido de um engenheiro de DevOps.
“O invasor não usou simplesmente as permissões de um único engenheiro, e esta não foi uma ação simples de um clique. Envolveu um processo de ataque mais complexo”, declarou Teng.
Durante o hack da Binance, a empresa garantiu que cobrirá integralmente os prejuízos com recursos próprios e do fundo SAFU, com cerca de US$ 3 bilhões congelados.









