O Ethereum caminha para fechar outubro com o seu pior desempenho mensal desde 2018, pressionado simultaneamente pela retirada de capital institucional e pela movimentação de investidores antigos.

O preço da criptomoeda acumula queda de 13,6% no mês, cotado a US$ 2.328,57, enquanto o mercado monitora de perto os desdobramentos dessas pressões simultâneas de oferta.

No segmento de fundos negociados em bolsa, os ETFs spot americanos registraram saídas líquidas de aproximadamente US$ 1,35 bilhão ao longo de 17 dos 20 dias de pregão em outubro.

Esse volume representa o segundo maior resultado mensal negativo da história para o Ethereum nessa categoria, ficando atrás apenas de novembro de 2025.

Níveis de suporte e o futuro do Ethereum no curto prazo

Paralelamente, ferramentas de análise on-chain detectaram mais de 10 grandes transferências de carteiras inativas há anos entre os dias 5 e 29 de outubro, somando cerca de 56.000 moedas.

Entre os principais movimentos, uma carteira originária da ICO de 2015 enviou 13.330 moedas para a Coinbase, e endereços associados à Fundação Ethereum também realizaram transferências para exchanges.

Diante da saída contínua de recursos dos fundos e do retorno de moedas antigas às plataformas de negociação, analistas voltaram suas atenções para patamares gráficos fundamentais para o Ethereum.

Especialistas indicam que retomar a faixa de US$ 2.400 seria um primeiro sinal de força, enquanto uma quebra abaixo de US$ 2.295 acionaria alertas para zonas de suporte mais baixas no horizonte de curto prazo.

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Luíza Nunes
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