O preço do Bitcoin tem operado em ritmo lento nos últimos dias, movimento que costuma gerar ansiedade no mercado. Apesar dessa calmaria, analistas observam marcos técnicos cruciais para definir os próximos passos da maior criptomoeda do mundo.

No gráfico diário, a cotação recuou e perdeu a média móvel exponencial de 50 dias (EMA 50), abrindo espaço para correções de curto prazo. Contudo, no gráfico semanal, o ativo continua sustentado acima da EMA de 50 semanas, estrutura que mantém o cenário comprador ativo.

Diante do cenário atual, existe a possibilidade de o preço do Bitcoin buscar a faixa de US$ 77.000 ou até realizar uma varredura de liquidez na região dos US$ 75.000. Essa movimentação, no entanto, é vista como um ajuste temporário de mercado, e não como o início de uma tendência de queda prolongada.

Para que a leitura otimista permaneça válida, o fechamento da vela semanal não deve ocorrer abaixo da EMA de 50 semanas. Uma perda desse suporte obrigaria os investidores a reavaliarem suas estratégias de forma imediata.

O que esperar para o preço do Bitcoin e os fatores de decisão

Além da análise gráfica, o comportamento dos ETFs spot nos Estados Unidos reflete a falta de direção clara. Em 21 de outubro, os fundos registraram entrada líquida de US$ 524,8 milhões. No dia seguinte, 22 de outubro, houve uma saída de US$ 635,6 milhões, seguida por mais US$ 137,9 milhões retirados em 23 de outubro.

A cautela dos negociantes também se deve à expectativa pela reunião do Federal Reserve em 28 de outubro. A decisão sobre a taxa de juros americana deve trazer volatilidade adicional, levando muitos operadores a aguardarem definições claras antes de montarem posições maiores.

Caso ocorra a limpeza de liquidez perto de US$ 75.000 e a força compradora retorne, o preço do Bitcoin precisará superar a resistência entre US$ 85.000 e US$ 87.000 com volume consistente. Confirmada essa ruptura, o objetivo projetado para as próximas semanas situa-se na faixa entre US$ 90.000 e US$ 92.000.

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Luíza Nunes
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