A rede Solana enfrenta uma nova barreira contra o uso de inteligência artificial na segurança de sua infraestrutura. A equipe responsável pelo software Firedancer determinou que o envio de relatórios de bugs passará a custar 1 SOL, o equivalente a cerca de US$ 100 por submissão.

A medida drástica foi adotada após um concurso de auditoria de um mês atrair 809 envios de 162 pesquisadores. Acredita-se que ferramentas de inteligência artificial tenham ajudado a gerar ou redigir quase todas as submissões recebidas.

De acordo com as novas regras, os tokens utilizados na taxa devem ser permanentemente queimados, removendo-os de circulação. O valor não é reembolsável, mesmo que a análise seja considerada inválida, fora do escopo ou duplicada.

O impacto do uso de inteligência artificial em bugs na Solana

A empresa de trading Jump Crypto, criadora do Firedancer como alternativa ao Agave, apontou que metade das submissões válidas eram cópias. O acúmulo de arquivos irrelevantes sobre bugs sobrecarregou os engenheiros de plantão na Solana.

Conforme explicou Ishan Bhatt, da Jump, a tecnologia facilitou a localização de falhas, mas a validação humana continua cara e demorada. “AI has made finding bugs cheap, but judging them is still expensive”, destacou em revisão recente.

Para compensar o custo de submissão, os prêmios para falhas válidas aumentaram consideravelmente. As recompensas dobram até 20 de novembro e triplicam para problemas específicos do Alpenglow, o novo sistema de votação da rede, com pagamentos críticos de até US$ 300 mil.

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Luíza Nunes
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