Enquanto o Bitcoin escala novas máximas históricas, o Ethereum enfrenta um período de fraqueza que começa a tirar o sono dos investidores. Em apenas um ano, a segunda maior cripto do mundo já perdeu mais de 35% de seu valor frente ao BTC.
Esse movimento de queda não é apenas uma oscilação comum. O par ETH/BTC está preso em uma tendência de baixa desde 2022, falhando em superar resistências técnicas importantes, como a média móvel de 50 meses e níveis estratégicos de Fibonacci.
Analistas de mercado já apontam para um cenário ainda mais desafiador: se o suporte atual não segurar a pressão, o Ethereum pode buscar o alvo de 0,0176 BTC. Isso representaria um novo tombo de quase 40% em relação aos níveis atuais, repetindo padrões de quedas severas do passado.
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Pressão de venda na Binance e o domínio do Bitcoin
Os dados on-chain reforçam o sinal de alerta para quem acompanha o Ethereum. Atualmente, as reservas da moeda na Binance atingiram 3,62 milhões de ETH, representando cerca de 24,6% de todas as unidades disponíveis em exchanges. Esse acúmulo geralmente indica que os investidores estão prontos para vender.
O cenário é o oposto do que vemos com o Bitcoin, onde as reservas em corretoras continuam caindo. Isso mostra que os grandes players preferem guardar o BTC a longo prazo, impulsionados pela entrada massiva de capital institucional via ETFs e tesourarias de Wall Street.
Com o mercado institucional focado no “ouro digital”, o Ethereum parece estar perdendo sua narrativa de ativo deflacionário para os grandes investidores. A sobrevivência desse ciclo dependerá da capacidade da rede em atrair novos fluxos e estabilizar seus suportes históricos contra a dominância crescente do Bitcoin.
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