O Bitcoin enfrenta uma semana decisiva ao ser negociado próximo de 80.500 dólares, após não conseguir retomar a marca de US$ 85 mil. A criptomoeda concentra múltiplos fatores críticos nessa faixa de preço.

No gráfico diário, os vendedores mantêm a vantagem enquanto a cotação permanecer abaixo da zona entre 81.500 e 82.000 dólares. Uma quebra duradoura abaixo de 79.000 a 80.000 dólares enfraqueceria o canal de alta observado desde setembro.

O patamar atual do Bitcoin coloca o suporte no centro de atenções por reunir quatro grandes fatores: suporte técnico imediato entre 79.500 e 80.000 dólares, preço médio de aquisição das empresas, alta concentração de opções de proteção e liquidação de alavancagens entre 78.500 e 79.000 dólares.

Estimativas da Glassnode apontam que empresas com tesourarias em criptoativos ficariam no prejuízo abaixo de 80.000 dólares. Embora isso não force vendas imediatas, pode dificultar captações futuras e reduzir o ritmo de novas compras corporativas.

O analista Benjamin Cowen ressaltou a importância de recuperar patamares superiores, afirmando: “This scenario becomes invalid if bitcoin passes back above 83000 dollars and holds there.” Superar e sustentar os 83.000 dólares é o primeiro passo para restaurar a confiança.

Decisões macroeconômicas testam a força do suporte do Bitcoin

A agenda da semana traz uma sequência de quatro grandes eventos entre 28 e 30 de outubro. O Federal Reserve anuncia sua decisão de taxa de juros na quarta-feira (28), com expectativa de manutenção entre 3,75% e 4%, seguida pelo discurso do presidente Kevin Warsh.

Logo após, Alphabet e Microsoft divulgam resultados trimestrais, com Amazon em seguida no dia 29. O mercado acionário pressiona o setor após o Nasdaq registrar sua pior sessão desde junho devido a preocupações com gastos em inteligência artificial.

Dados de inflação on-chain dos EUA e o vencimento de 11,7 bilhões de dólares em opções em 30 de outubro completam o cenário. A direção desse rompimento definirá se o suporte funcionará novamente como piso ou virará resistência.

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Luíza Nunes
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