Os hacks de criptomoedas somaram US$ 1,18 bilhão no terceiro trimestre de 2026, de acordo com o mais recente relatório da empresa de segurança Hacken. O montante foi distribuído em 107 incidentes registrados ao longo do período.

O levantamento aponta que 77% das perdas totais — cerca de US$ 906 milhões, tiveram origem em fornecedores comprometidos, ferramentas de desenvolvedores, correções públicas não implantadas ou falhas em infraestruturas externas que escaparam das auditorias de segurança.

Quatro grandes ocorrências concentraram cerca de 80% de todo o prejuízo do trimestre. A lista é liderada pelo ataque à Bitget (US$ 387 milhões) e pela exploração da Liquid Network (US$ 320 milhões), seguidas pelo caso Tectonic (US$ 120 milhões) e por uma vulnerabilidade no firmware da Coldcard (US$ 115 milhões).

Por outro lado, 98 episódios registraram perdas inferiores a US$ 10 milhões, com uma mediana geral de US$ 670.000 por ocorrência. Embora as falhas de infraestrutura tenham pesado mais no volume financeiro roubado, os incidentes com contratos inteligentes lideraram em frequência entre os hacks de criptomoedas, somando 71 ocorrências e US$ 228 milhões perdidos.

Recuperação e prevenção em hacks de criptomoedas

Apesar do volume expressivo roubado, cerca de 33% dos prejuízos brutos (US$ 387 milhões) foram recuperados ou revertidos após o fechamento do trimestre. Na Liquid Network, hackers do bem devolveram US$ 272 milhões, enquanto validadores da Cronos reverteram 114 minutos de histórico para estancar perdas na Tectonic.

Além disso, empresas cobriram US$ 410 milhões de fundos próprios para ressarcir usuários, deixando 32% dos valores sem recuperação. Diante do cenário de hacks de criptomoedas, a Hacken reforça a necessidade urgente de o setor expandir auditorias para oráculos, pontes, sistemas de custódia e componentes privilegiados.

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Luíza Nunes
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