A corretora OKX captou novos investimentos mantendo seu valor de mercado fixado em US$ 25 bilhões. A rodada recebeu o suporte de grandes nomes do setor de criptomoedas e do sistema financeiro tradicional, incluindo Circle Internet Group, Ripple e SC Ventures, braço de investimentos do Standard Chartered.

Além do grupo principal, a gestora de fundos quantitativos Qube Research & Technologies (QRT), sediada em Londres, passou a integrar a tabela de acionistas da instituição. A plataforma optou por não divulgar o montante total arrecadado nesta fase.

O movimento estende o financiamento encerrado em março, ocasião em que a Intercontinental Exchange (ICE), proprietária da Bolsa de Nova York (NYSE), aportou cerca de US$ 200 milhões na OKX sob o mesmo valuation de US$ 25 bilhões. Sete meses depois, a avaliação da empresa permanece inalterada.

Segundo declaração de Haider Rafique, sócio-gerente global da empresa, o montante obtido “foca no fortalecimento da infraestrutura de mercado de longo prazo da OKX”.

A gestora QRT, que surgiu como uma cisão do Credit Suisse, administra um fundo focado em ativos digitais com aproximadamente US$ 1 bilhão. Thomas Eaton, diretor de negociação quantitativa da firma, afirmou que o investimento reflete a confiança no “crescimento de longo prazo dos ativos digitais e dos mercados 24/7”.

Expansão da OKX na tokenização de ações americanas

A cooperação entre ICE e a empresa segue em desenvolvimento desde março. A joint venture formada por elas, denominada OKXICE LLC, comunicou que busca autorização para negociar ações tokenizadas de 63 empresas públicas dos Estados Unidos, incluindo papéis de Nvidia, Apple e Coca-Cola.

O projeto pretende utilizar a isenção de inovação da Securities and Exchange Commission (SEC), apresentada em setembro logo após o Clarity Act estagnar no Senado norte-americano.

A regra permite que locais qualificados negociem ações de companhias dos EUA tokenizadas em blockchains públicas sem a necessidade de registro como bolsa de valores nacional, por um período de até cinco anos.

A norma abrange apenas tokens que assegurem exatamente os mesmos direitos das ações ordinárias, como dividendos e direito de voto, deixando de fora produtos sintéticos que apenas rastreiam preços.

Além disso, a isenção impõe limites à quantidade de papéis listados e concede 30 dias para os emissores se oporem à tokenização, garantindo que Nvidia, Apple e Coca-Cola tenham poder de veto sobre a listagem de suas ações na plataforma.

Em paralelo, a OKX também vem construindo exposição ao mercado acionário por meio da listagem de contratos futuros perpétuos vinculados às empresas do grupo Magnificent Seven e ao índice S&P 500.

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Luíza Nunes
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