O preço do XRP atrai novamente a atenção dos analistas técnicos nesta semana. A criptomoeda passa por um momento de consolidação próximo a níveis cruciais, e projeções indicam que o ativo pode buscar a marca de US$ 10 no longo prazo.

O otimismo em torno do preço do XRP é impulsionado por um padrão técnico conhecido como cunha de alargamento descendente. O analista Moustache identificou essa formação, que se desenvolve há quase dois anos no gráfico semanal do ativo.

Com a moeda sendo negociada na faixa de US$ 1,52, um salto para o alvo de US$ 10 representaria uma valorização de aproximadamente 560%. Moustache classificou a estrutura de mercado como “de livro”, mas reforçou que o movimento de alta completo ainda deve levar algum tempo.

No curto prazo, a tensão de mercado também aumenta. O analista Ali Martinez aponta que o ativo se consolida dentro de um triângulo e se aproxima de seu ápice, uma zona gráfica que costuma anteceder fortes oscilações em qualquer direção.

Enquanto isso, os grandes investidores mantêm uma postura de espera. As carteiras das baleias seguem estáveis, segurando cerca de 3,9 bilhões de tokens na última semana. Para o curtíssimo prazo, um fechamento de quatro horas acima de US$ 1,53 pode abrir o caminho para buscar os US$ 1,62.

Dados de derivativos ditam o ritmo do preço do XRP

Apesar da perspectiva positiva dos gráficos, um observador de mercado calcula entre 65% e 70% de chance para o movimento de alta, alertando para 30% a 35% de probabilidade de queda por conta do RSI (Índice de Força Relativa) abaixo de 50.

O veterano Peter Brandt também nota a formação de um padrão de “xícara e alça” (cup-and-handle), frequentemente associado a ganhos futuros. Contudo, essa leitura sugere que o mercado geral ainda não opera sob um regime estruturalmente altista.

O setor de derivativos traz uma camada extra de precaução para o preço do XRP. Dados da CryptoQuant mostram que os contratos em aberto (open interest) na Binance subiram para US$ 516,6 milhões, superando as mínimas de US$ 350 a US$ 400 milhões registradas no início de 2026.

Mesmo com a recuperação, o volume atual continua muito distante do pico de US$ 1,3 bilhão anotado em outubro de 2025. A cotação do ativo se recuperou em um ritmo mais acelerado do que o interesse de alavancagem.

Essa divergência entre preço e volume indica que os traders de derivativos não operam com a mesma convicção do ano passado. Para os especialistas, o cenário reflete um ambiente de negociação mais focado na cautela e com menos sinais de euforia.

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Luíza Nunes
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