A Cardano encerrou setembro com alta de cerca de 23%, mas começou outubro em um cenário mais cauteloso. Desde 20 de setembro, grandes investidores venderam quase 90 milhões de ADA, movimento avaliado em aproximadamente US$ 22,5 milhões nos preços registrados nas transações.

A pressão veio depois de uma forte valorização. Nos últimos dias de setembro, o ADA devolveu parte dos ganhos acumulados durante o mês, enquanto investidores de grande porte reduziram sua exposição ao ativo.

Segundo o analista Ali Martinez, essas vendas estão entre os fatores de curto prazo a serem observados. Um sinal de venda do indicador TD Sequential também apareceu no gráfico diário em 26 de setembro, antes de o ADA recuar cerca de 10%.

O sinal técnico, porém, não representa automaticamente uma nova queda. A leitura indica apenas que o movimento de alta de setembro passou a conviver com realização de lucros.

Cardano vê queda no interesse pelos futuros

O mercado de derivativos também mostra uma redução na exposição. O open interest dos futuros de ADA caiu de aproximadamente US$ 1,99 bilhão para US$ 1,81 bilhão em uma semana, uma queda de 9%.

Open interest é o valor dos contratos futuros que continuam abertos. Quando esse indicador recua, significa que parte dos traders está encerrando posições em vez de ampliar sua exposição.

No caso do Cardano, quase US$ 180 milhões em exposição desapareceram em apenas uma semana. O movimento ocorre depois de um período de recuperação relevante para o token.

A análise técnica citada na fonte também destaca a região de US$ 0,24. Uma perda desse nível poderia levar o ADA em direção a US$ 0,21, enquanto uma recuperação poderia recolocar US$ 0,28 no radar. Esses níveis são referências técnicas, e não garantias de preço.

Apesar da redução recente na exposição de grandes investidores, o Cardano ainda termina um mês forte. O ADA acumulou alta de cerca de 23% em setembro, enquanto a rede continuou avançando em sua infraestrutura e governança.

Neste cenário, as vendas de quase 90 milhões de ADA e a queda de 9% no open interest mostram uma postura mais cautelosa após o rali. Os dados, por si só, não confirmam uma reversão prolongada, mas indicam que o ritmo observado em setembro perdeu força nos últimos dias.

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Luíza Nunes
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