O relógio interno da rede Solana está girando mais rápido. O tempo alvo de produção de blocos caiu de 300 para 250 milissegundos, marcando um aumento de velocidade de quase 17% no sistema.

Um “slot” é a janela de tempo que um validador possui para processar transações e publicar um bloco. Ao reduzir esse intervalo, a frequência de atualização de toda a infraestrutura acelera significativamente.

No entanto, essa mudança não representa um aumento na capacidade total. Cada bloco agora processa proporcionalmente menos dados e exige menos computação. A rede Solana continua lidando com o mesmo volume de carga, mas entrega as informações em frações menores e mais constantes.

Os grandes beneficiados são os aplicativos que dependem de dados extremamente recentes, como oráculos de preços e formadores de mercado automatizados (AMMs). No ambiente descentralizado, um atraso de poucos milissegundos pode resultar na execução de uma negociação com valores defasados.

Com a alteração, os validadores mantêm a liderança na construção de blocos por quatro slots consecutivos. Nesse novo ritmo, essa janela de controle exclusivo cai de 1,2 para exatamente um segundo.

Qual o próximo passo para a rede Solana?

A modificação é a terceira de quatro etapas da proposta SIMD-0525. O cronograma de implementação já reduziu o tempo de bloco de 400 milissegundos na origem para 350 em agosto, depois para 300, até chegar aos atuais 250.

Para quem utiliza a rede Solana diretamente, há um efeito secundário importante. O sistema possui períodos contábeis internos chamados “épocas”, que duram exatos 432.000 slots. Com blocos mais rápidos, a duração de uma época cai de 36 para cerca de 30 horas, acelerando silenciosamente o cronograma de recompensas de staking.

Essa evolução tem um objetivo claro: eliminar a lacuna entre a liquidação em blockchain e as confirmações quase instantâneas oferecidas por bolsas de valores e redes de cartão de crédito.

Em paralelo, a rede também testa o Alpenglow, uma reformulação de consenso independente. O foco do Alpenglow é reduzir a finalidade das transações — o momento em que um pagamento se torna irreversível, dos atuais 12,8 segundos para um formato quase instantâneo. A meta final de velocidade de blocos é atingir 200 milissegundos, um passo que ainda não tem data para chegar à rede principal.

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Luíza Nunes
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