Quatro homens encapuzados invadiram a casa de um profissional de tecnologia em Vendin-le-Vieil, no norte da França. O crime, ocorrido na madrugada de domingo, é o mais recente caso de roubo de criptomoedas com uso de violência física no país.

A família, que inclui o pai de 40 anos, sua esposa e duas crianças de oito e doze anos, foi mantida refém por mais de três horas. Os criminosos amarraram as vítimas com fita preta e isolaram o pai para forçá-lo a revelar suas senhas e códigos de acesso.

Durante a ação, a filha de doze anos foi atingida no rosto com chaves de carro, segundo fontes policiais à France Télévisions. Os invasores fugiram levando cerca de € 40.000 (US$ 46.000) em ativos, configurando mais um grave roubo de criptomoedas na região.

As vítimas foram resgatadas pelo corpo de bombeiros por volta das 7h e encaminhadas para exames periciais e suporte psicológico. O caso chamou atenção por um detalhe atípico em relação aos alvos habituais.

Geralmente, esses crimes miram pessoas com fortunas visíveis, como o CEO da Binance France ou parentes de fundadores de grandes projetos. Desta vez, a vítima era um funcionário assalariado do setor de ativos digitais, e o valor subtraído foi considerado baixo para os padrões desse tipo de extorsão.

A escalada da violência no roubo de criptomoedas

A França se tornou o país com o maior número de ocorrências desse tipo no mundo. Apenas nos primeiros oito meses de 2026, a promotoria nacional contra o crime organizado registrou mais de 70 sequestros e extorsões ligados ao setor digital.

Em uma operação no início do ano, as autoridades francesas indiciaram 88 pessoas envolvidas nesses crimes. A investigação do caso atual, tratada como sequestro e extorsão por quadrilha armada, está sob a responsabilidade da polícia judiciária regional e do escritório anticibercrime da França. Os quatro suspeitos continuam foragidos.

O cenário global também reflete essa mudança de tática dos criminosos. Dados da Chainalysis indicam que US$ 30 milhões foram subtraídos em ataques físicos diretos durante 2026.

Já a empresa de segurança CertiK aponta perdas de US$ 124 milhões em um período de seis meses, evidenciando o crescimento contínuo no roubo de criptomoedas fora do ambiente virtual.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes