O preço do Bitcoin iniciou a semana rondando as máximas de duas semanas, encostando nos US$ 63.960 durante o último fechamento semanal. O movimento mais firme gerou um forte aperto para os vendidos, resultando em mais de US$ 100 milhões em liquidações de posições de short em apenas 24 horas.
Apesar do fôlego recente puxado por buscas de liquidez no mercado de derivativos, os investidores mantêm a cautela no curto prazo. Especialistas do setor apontam que o preço do Bitcoin precisa superar a barreira psicológica dos US$ 65.000 para consolidar uma verdadeira inversão da tendência recente.
Caso ocorra um recuo corretivo nos próximos dias, o trader conhecido como Killa destacou que a faixa entre US$ 60.400 e US$ 60.900 virou a região de suporte mais importante. Segundo o analista, não sustentar esse patamar em uma eventual correção pode empurrar o ativo diretamente de volta para as mínimas anteriores.
Paralelamente, o apetite por risco do investidor de varejo tradicional nos Estados Unidos atingiu patamares recordes no mercado de opções. Esse movimento deu sustentação para os índices acionários como Nasdaq e S&P 500, que operam em patamares elevados mesmo diante das incertezas macroeconômicas.
O impacto macroeconômico no preço do Bitcoin
Andre Dragosch, chefe de pesquisa da gestora Bitwise, trouxe um ponto de atenção ao alertar para o risco de uma correção nas bolsas americanas antes das eleições de meio de mandato (midterms). Contudo, ele ponderou que o preço do Bitcoin já parece ter absorvido o pior cenário macroeconômico de uma recessão nos EUA.
Pelo lado do fluxo de capital nas redes, dados da plataforma de análise CryptoQuant indicam que a pressão de venda deu trégua. As transferências de moedas para as corretoras recuaram tanto entre o varejo quanto entre os grandes investidores (baleias), sugerindo que o pânico do investidor começou a esfriar.
O Índice de Medo e Ganância do mercado cripto refletiu essa melhora geral ao subir para 24/100. Embora a métrica ainda aponte uma situação técnica de “medo extremo”, o indicador mostra que o estresse financeiro está diminuindo aos poucos na expectativa por novos dados de emprego e inflação.




