A MetaMask enfrenta um incidente de segurança que atingiu parte de sua infraestrutura, mas a empresa afirma que, até o momento, não encontrou uma ameaça imediata às carteiras dos usuários.

Como medida preventiva, a empresa também começou a desligar algumas máquinas responsáveis pelo staking de Ethereum (ETH) que opera para clientes. A MetaMask ainda não informou quais sistemas foram afetados pelo incidente.

MetaMask diz que carteiras não foram afetadas até agora

Para quem usa a carteira normalmente, a orientação da MetaMask é de cautela, mas sem necessidade de tomar medidas adicionais neste momento.

A empresa afirmou que está trabalhando para corrigir o problema internamente, com apoio de parceiros externos e consultores de segurança. Até agora, não pediu que usuários transfiram seus fundos nem alterem configurações das carteiras.

A MetaMask informou que pretende divulgar mais detalhes à medida que a investigação avançar.

O episódio, porém, cria espaço para outro risco conhecido no mercado de criptomoedas: golpes de phishing. Mensagens falsas podem tentar aproveitar a notícia para convencer usuários a entregar informações sensíveis.

A principal recomendação é ignorar contatos não solicitados que peçam a frase de recuperação da carteira. Segundo a empresa, esse tipo de exposição pode permitir que uma carteira seja drenada.

MetaMask desliga validadores de Ethereum usados no staking

A segunda frente da resposta envolve o sistema de staking, e não as carteiras comuns utilizadas pelos usuários.

A MetaMask opera validadores, computadores que ajudam a proteger a rede Ethereum ao manter ETH em staking e, em troca, receber recompensas.

Parte desses validadores funciona dentro do Lido, protocolo que permite aos usuários fazer staking de ETH e receber stETH como representação dos ativos depositados.

A unidade de staking passou a fazer parte da MetaMask depois que a empresa assumiu essa operação, anteriormente conhecida como Consensys Staking, quando a divisão da MetaMask em relação à Consensys ocorreu em setembro.

Diante do incidente, a MetaMask decidiu desligar os validadores envolvidos. De acordo com o Lido, os últimos devem parar de funcionar até o fim de 7 de outubro.

O ETH, porém, não será retirado de uma só vez. Os ativos retornarão ao Lido gradualmente e deverão ser colocados em staking novamente, em um processo que pode levar cerca de 45 dias.

Para quem possui stETH, não há necessidade de realizar nenhuma ação. O Lido também informou que mantém uma reserva superior a 6.750 stETH para ajudar a absorver eventuais impactos durante o processo.

O incidente acontece em um momento de outras preocupações de segurança envolvendo a empresa. Em julho, a Consensys afirmou ter identificado um desenvolvedor norte-coreano oculto trabalhando no código da MetaMask.

Por enquanto, o alcance exato do problema ainda não foi divulgado. Até que a investigação avance, a principal orientação para usuários é acompanhar apenas os canais oficiais da MetaMask para novas informações.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes