Uma força-tarefa internacional liderada pela Europol congelou cerca de US$ 47 milhões ligados ao roubo de criptomoedas. A ação faz parte da Operação Endgame, que desmantelou a infraestrutura de três famílias de malware focadas em esvaziar carteiras digitais.
Os softwares maliciosos SocGholish, Amadey e StealC operavam rastreando senhas, cookies de navegadores e informações vitais de usuários do mercado cripto. A polícia derrubou 326 servidores e recuperou quase 27 milhões de credenciais em mais de 385 mil sistemas infectados.
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FBI e Polônia focam no roubo de criptomoedas via SIM Swap
Esses malwares chegam às vítimas de forma silenciosa, geralmente escondidos em falsas ferramentas de inteligência artificial ou modificações piratas de jogos. A Microsoft auxiliou na investigação e identificou que grupos distintos compartilhavam servidores para automatizar o roubo de criptomoedas em larga escala.
Em uma operação paralela, autoridades da Polônia prenderam quatro suspeitos de integrar uma quadrilha internacional. Com o apoio direto do FBI e da Segurança Interna dos EUA (HSI), a ação mirou em ataques de clonagem de chip de celular, tática conhecida como SIM swap.
Os criminosos invadiam redes de empresas de telefonia utilizando engenharia social. Ao assumir o controle do número do celular das vítimas, o grupo interceptava mensagens SMS, redefinia senhas e burlava a proteção de dois fatores dentro de grandes corretoras.
Após garantir o acesso, os invasores transferiam todos os ativos digitais disponíveis. O capital gerado pelo roubo de criptomoedas circulava rapidamente por contas bancárias internacionais e carteiras de múltiplas moedas para lavar os recursos ilícitos e apagar os rastros.
A Europol orienta que os investidores verifiquem se seus e-mails e senhas vazaram em plataformas de segurança independentes, como o Have I Been Pwned. Apesar das prisões, o rápido avanço tecnológico das fraudes exige que o investidor adote medidas de segurança mais robustas que o SMS tradicional.
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