As autoridades da Ásia intensificaram a fiscalização contra crimes com criptomoedas, resultando em prisões e processos criminais de grande escala na Coreia do Sul e na China. Os casos envolvem desde manipulação de preços por grandes investidores até evasão de divisas multimilionária.
Na Coreia do Sul, a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) encaminhou dois suspeitos para julgamento por manipulação de mercado. Um deles, classificado como uma “baleia” do setor, utilizou cerca de 10 bilhões de woons (aproximadamente 6,4 milhões de dólares) para inflar artificialmente um token ativo em plataformas locais e globais.
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O impacto regulatório no combate aos crimes com criptomoedas
Segundo o regulador sul-coreano, o investidor acumulou quase metade do fornecimento circulante do ativo para dominar o mercado. Na sequência, ele inflou o preço em corretoras internacionais e atraiu investidores locais antes de despejar suas moedas, gerando perdas severas ao varejo.
O segundo suspeito sul-coreano utilizou canais de API para simular negociações ativas e ordens de compra acima do preço de mercado. A FSC recomendou cautela aos usuários e alertou que “os chamados esquemas de ‘pump-and-dump’ … reduzem artificialmente a oferta disponível para inflar os preços, e a liquidação subsequente geralmente leva a um forte colapso dos preços”.
Enquanto isso, um tribunal de Xangai, na China, condenou cinco pessoas a penas de até seis anos de prisão por crimes com criptomoedas. O grupo operava uma estrutura ilegal de câmbio que movimentou mais de 29,4 milhões de dólares utilizando ativos digitais ao longo de três anos, resultando em multas de até 1,5 milhão de yuan.
A organização ajudava clientes de alto poder aquisitivo a burlar o limite anual chinês de conversão de moeda, fixado em 50 mil dólares por cidadão. O dinheiro era enviado ao exterior para a compra de imóveis, imigração ou estudos fora do país, aproveitando o pseudonimato das redes blockchain para ocultar o fluxo de capital.
Uma das gerentes da empresa movimentou sozinha mais de 25 milhões de dólares antes de abrir o próprio negócio de conversão de moedas. No primeiro semestre de 2025, a autoridade de câmbio chinesa (SAFE) investigou mais de 400 casos ilegais e cooperou para punir 180 operações de bancos clandestinos.
Os promotores de Xangai destacaram que as evidências eletrônicas são cruciais nesses processos, embora fáceis de serem perdidas. O avanço das investigações mostra que o cerco global contra crimes com criptomoedas deve continuar ditando o ritmo de conformidade do mercado financeiro global.
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