Visa desafia rivais e cria infraestrutura definitiva para bancos liquidarem transações em stablecoins

Visa desafia rivais e cria infraestrutura definitiva para bancos liquidarem transações em stablecoins

A Visa anunciou o lançamento de uma nova infraestrutura voltada para o mercado corporativo. A VSP, silga para Visa Stablecoin Platform, chega com o objetivo de simplificar a forma como instituições financeiras, fintechs e provedores de pagamento utilizam redes blockchain.

Em em vez de desenvolverem sistemas próprios do zero, os clientes corporativos poderão emitir, resgatar, guardar e transferir ativos digitais diretamente pela rede gerenciada da gigante dos pagamentos. O suporte inicial da tecnologia será direcionado para a stablecoin Open USD (OUSD).

Com isso, bancos e fintechs conseguirão integrar operações com dólares digitais em seus fluxos tradicionais de liquidação e tesouraria. A ferramenta conta ainda com o serviço de Wallet-as-a-Service, que conecta carteiras on-chain a contas bancárias locais de maneira direta.

Concorrência acirrada e o impacto da plataforma de stablecoins da Visa no mercado

Para garantir a segurança institucional, a plataforma de stablecoins da Visa traz recursos como aprovações de controle duplo, trilhas de auditoria interna e monitoramento de transferências, replicando os padrões operacionais já usados no ecossistema financeiro tradicional.

A novidade consolida as frentes digitais da bandeira, unificando serviços anteriores sob a plataforma de stablecoins. Atualmente, o ecossistema está em fase de testes com parceiros selecionados antes de passar por uma distribuição comercial ampla.

O movimento da companhia acontece em meio a uma disputa acirrada no setor. A Mastercard também apoia a Open USD e expande soluções de liquidação cripto e depósitos tokenizados. Enquanto isso, o PayPal amplia o uso de sua stablecoin própria, a PYUSD, no varejo e em transferências internacionais.

No cenário financeiro, as ações da Visa acumulam alta de 4,6% no último ano, superando a média do setor, que recuou 16,4%. No entanto, a companhia é negociada com um preço/lucro projetado de 25,22, acima da média setorial de 17,12, recebendo uma nota de valor D.