Visa aposta em pagamentos com stablecoins para mover economia de inteligência artificial

Visa aposta em pagamentos com stablecoins para mover economia de inteligência artificial

A gigante de pagamentos Visa divulgou como planeja integrar os tradicionais cartões de crédito e os pagamentos com stablecoins na nova era da inteligência artificial (IA).

De acordo com um relatório publicado em parceria com a empresa de análise Artemis, o avanço dos sistemas autônomos vai criar duas necessidades financeiras muito claras no mercado.

A primeira categoria é o macrocomércio, que envolve compras maiores feitas por humanos ou agentes de IA em nosso nome, como reservas de viagens. Nesse cenário, os cartões tradicionais continuam dominando.

Desafios regulatórios e o futuro dos pagamentos com stablecoins

Já a segunda categoria é o microcomércio, focado em transações de valores muito baixos entre sistemas de software. É exatamente aí que os pagamentos com stablecoins se destacam.

O relatório aponta que as taxas fixas dos cartões tornam inviáveis as transações de centavos de dólar. Por outro lado, as novas redes blockchain baratearam os custos de transação para frações de centavo.

Para a Visa, as duas tecnologias vão coexistir no dia a dia. Um agente de IA poderá usar um cartão tradicional para comprar um serviço principal e, em seguida, realizar pagamentos com stablecoins para liquidar transações menores e frequentes de software.

Apesar do otimismo tecnológico, a segurança jurídica ainda é uma barreira. As leis atuais e os sistemas de contestação de compras foram desenhados para humanos, e não para softwares que fazem milhares de operações por hora.

Para acelerar essa transição, a Visa lançou ferramentas de verificação para inteligência artificial e fechou uma parceria com a OpenAI. A empresa também se juntou ao consórcio Open Standard para emitir uma nova moeda pareada ao dólar.

Atualmente, o volume anualizado de liquidações da Visa com ativos digitais já alcança cerca de US$ 7 bilhões, consolidando a ponte entre o setor bancário tradicional e a Web3.