No último domingo, Michael Saylor, cofundador da Strategy, mexeu com a comunidade cripto ao publicar um gráfico enigmático nas redes sociais. O post ocorre logo após a empresa realizar a maior venda de Bitcoin de sua história, movimentando cerca de US$ 216 milhões.
Saylor compartilhou o rastreador de compras de ativos digitais com a legenda “Os pontos em laranja contam apenas parte da história”. A frase gerou especulações, rompendo com o tom direto que o executivo costuma adotar antes de anunciar novas aquisições nas segundas-feiras.
O histórico recente mostra que a previsibilidade desses posts diminuiu. Embora publicações anteriores indicassem compras iminentes, um post no fim de junho resultou em uma nova estrutura de capital, e o do início de julho antecedeu a histórica venda de Bitcoin.
Nova dinâmica e os impactos da venda de Bitcoin
Ao todo, a Strategy desfez-se de 3.588 BTC em duas etapas recentes, utilizando os recursos para financiar distribuições de ações preferenciais e recompor suas reservas em dólares. Mesmo assim, a empresa encerrou o período com um montante impressionante de 843.775 BTC guardados em seu caixa.
Com a criptomoeda cotada na casa dos US$ 64.000 no domingo, o portfólio total da companhia soma aproximadamente US$ 54 bilhões. Esse valor representa um prejuízo não realizado de US$ 9,7 bilhões em relação ao preço médio pago por moeda, que é de US$ 75.476.
A mudança de postura reflete as regras da nova estrutura de capital adotada em junho. O modelo abriu espaço para a venda de Bitcoin com o objetivo de honrar dividendos de ações preferenciais, cobrir juros de dívidas e recomprar títulos no mercado.
Em novembro do ano passado, Saylor fez mistério semelhante ao questionar sobre “adicionar bolas verdes” aos gráficos. No dia seguinte, a Strategy anunciou uma aquisição modesta de 130 BTC acoplada à criação de uma robusta reserva de dólares via venda de ações.
O mercado cripto aguarda os próximos passos, já que a companhia não confirmou novas transações financeiras para a semana encerrada no domingo. Contudo, as novas diretrizes dão flexibilidade inédita para a firma operar além do acúmulo tradicional da moeda.




