A tokenização de ativos deixou de ser uma mera experimentação tecnológica e se transformou em uma prioridade estratégica para as grandes instituições financeiras globais.
Um novo estudo realizado pela Broadridge com 200 executivos do setor na América do Norte revelou que 84% das empresas consideram essa inovação crucial para os seus negócios atuais.
O ecossistema caminha para um modelo híbrido, onde ativos digitais e tradicionais operam juntos. De acordo com a pesquisa, 92% dos entrevistados preveem essa coexistência, enquanto 69% pretendem embutir a tokenização de ativos nos sistemas que já possuem, sem recriar estruturas do zero.
O futuro da tokenização de ativos e os desafios do setor
Esse movimento reflete o que gigantes como BlackRock e Franklin Templeton já fazem com fundos tokenizados, além do avanço da rede Kinexys do JPMorgan e de testes de Visa e DTCC. Inclusive, a DTCC realizou na última quarta-feira suas primeiras operações reais com títulos tokenizados.
A velocidade da adoção, contudo, varia entre as verticais. Cerca de 44% das empresas de mercados de capitais já possuem projetos em produção ou escala, bem à frente dos gestores de ativos (20%) e de patrimônio (9%).
O mercado projeta impactos profundos no curto prazo: 68% dos executivos acreditam que a tokenização de ativos vai remodelar o sistema financeiro em até cinco anos. Além disso, quase um terço das firmas planeja elevar os investimentos na área entre 26% e mais de 50% nos próximos dois anos.
Os fundos mútuos e de curto prazo lideram o otimismo, com 80% das respostas apontando forte tração em cinco anos. Por outro lado, ações tokenizadas geram menos consenso, alcançando apenas 50% de expectativa de adoção semelhante no período.
Apesar do avanço acelerado, barreiras relevantes desaceleram uma expansão ainda maior. A falta de clareza na regulamentação foi apontada pelos executivos como o principal obstáculo, acompanhada de perto pela complexidade técnica de integrar a blockchain aos sistemas legados.




