A Tether, emissora de stablecoins publicou números expressivos referentes ao segundo trimestre de 2026. A empresa registrou um lucro líquido de US$ 1,5 bilhão e a marca histórica de mais de 650 milhões de usuários ativos de USDT.
O resultado representa um aumento de 44% em relação ao trimestre anterior, que havia marcado US$ 1,04 bilhão. A principal fonte dessa receita vem dos rendimentos gerados por títulos do Tesouro dos Estados Unidos e operações de recompra que garantem as reservas da Tether USDT.
Para reforçar a segurança contra possíveis resgates em massa, a companhia ampliou sua reserva extra de proteção para US$ 4,1 bilhões. Os ativos físicos também foram diversificados, com as reservas de ouro subindo 10,5%, passando de 132,2 para 146 toneladas.
A realidade econômica por trás da Tether
Apesar da rápida adoção global por novos indivíduos, a capitalização de mercado total da Tether USDT apresentou queda recente. O ativo perdeu cerca de US$ 7 bilhões desde o seu pico no mês de maio, recuando para US$ 183,5 bilhões globais.
Com a queda no valor total de mercado, os dados mostram que os novos usuários possuem saldos menores. Atualmente, 77,4% das carteiras que armazenam Tether USDT guardam quantias inferiores a US$ 1.000.
A expansão demográfica está fortemente concentrada em regiões como Venezuela, Bolívia e partes da África. Essas localidades enfrentam hiperinflação e instabilidade econômica severa, levando a população a buscar refúgio financeiro no dólar digital.
O CEO da empresa, Paolo Ardoino, comentou sobre o marco alcançado: “inclusão financeira como nenhuma empresa jamais alcançou na história da humanidade”.
No entanto, a lucratividade desse modelo continua atrelada às altas taxas de juros americanas e às crises financeiras ao redor do mundo. Um futuro corte nas taxas do Federal Reserve ou a estabilização das moedas locais em países emergentes pode testar a continuidade desse ritmo de expansão.





