A corrida da Rede Ethereum contra a computação quântica começa bem antes de 2030

A corrida da Rede Ethereum contra a computação quântica começa bem antes de 2030

A Fundação Ethereum estabeleceu dezembro de 2029 como o prazo final para tornar a rede resistente a computadores quânticos. A iniciativa busca blindar os sistemas que processam transações, asseguram validadores e armazenam dados.

A data antecipa projeções do mercado, que indicam o surgimento de máquinas capazes de quebrar a criptografia atual a partir de 2030. Até janeiro de 2027, especialistas externos reavaliarão a velocidade de avanço tecnológico do setor.

Atualmente, não existe risco para os investidores, pois as máquinas quânticas não possuem potência suficiente. A vulnerabilidade futura reside na matemática das assinaturas criptográficas usadas para movimentar fundos na rede Ethereum.

Como a chave pública de uma conta fica registrada de forma permanente, um computador quântico avançado poderia rastrear a chave privada. Isso permitiria que a máquina aprovasse transações financeiras assumindo a identidade do proprietário original.

Como a rede Ethereum prepara sua defesa até 2029

O plano de transição tem início com a atualização Hegotá, agendada para 2027. Ela não implementará a defesa final, mas estruturará o sistema para que os chamados “forks PQ” (bifurcações pós-quânticas) aconteçam dentro do cronograma da rede Ethereum.

Após a chegada da Hegotá, os desenvolvedores planejam cinco hard forks que precisarão se sobrepor, com intervalos de aproximadamente sete meses. O objetivo é substituir o sistema de assinaturas secp256k1, utilizado como padrão desde o lançamento do protocolo.

As novas etapas de desenvolvimento exigem a adoção do sistema leanSPHINCS e a criação de um novo registro de chaves públicas. O planejamento da rede Ethereum também inclui uma proteção mínima viável, projetada para manter o sistema operacional caso uma quebra criptográfica aconteça antes da conclusão das atualizações.