Os mineradores não ditam mais o preço do Bitcoin. Segundo Michael Saylor, presidente executivo da MicroStrategy, o mercado de criptomoedas passou por uma mudança estrutural em que os produtos de crédito institucional assumiram o controle das cotações.
Saylor explicou que esses novos instrumentos financeiros absorvem praticamente toda a emissão orgânica de moedas. Dessa forma, o impacto direto no preço do Bitcoin mudou da produção física dos mineradores para a demanda por crédito institucional.
A estratégia da MicroStrategy é agressiva: a empresa pretende comprar cada unidade extraída até o ano de 2140. Esse plano é sustentado pelas ações preferenciais STRC da companhia, lançadas no mercado em julho de 2025.
Atualmente, a gigante de tecnologia possui cerca de US$ 65 bilhões na criptomoeda. No último ano, o volume adquirido pela empresa superou o total produzido por toda a rede de mineração global, acelerando o choque de oferta.
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O papel das ações da Strategy no mercado financeiro
O produto financeiro STRC saltou de zero para US$ 10,5 bilhões em valor nocional em apenas dez meses, registrando uma emissão de US$ 2 bilhões apenas no último mês. O papel distribui um rendimento mensal de 11,5%, atraindo forte fluxo de investidores de varejo.
Esse mecanismo transforma a valorização esperada do ativo em rendimento com diferimento fiscal para os investidores de crédito, revertendo o capital captado diretamente para novas compras da moeda digital.
Apesar do entusiasmo, críticos questionam a sustentabilidade desse modelo de composição no longo prazo. O teste crucial para esse modelo que impulsiona o preço do Bitcoin ocorrerá após o próximo halving, previsto para 2028.
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