Strategy perde força contra o bitcoin no acumulado de 2026 enquanto volatilidade testa prêmio das ações ligadas ao BTC

Strategy perde força contra o bitcoin no acumulado de 2026 enquanto volatilidade testa prêmio das ações ligadas ao BTC

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por Redação

O primeiro semestre de 2026 está terminando com um movimento que poucos esperavam no mercado cripto: até investidores expostos ao Bitcoin por meio da Strategy tiveram desempenho pior do que quem manteve BTC diretamente.

Os dados mostram que o Bitcoin acumula queda de 32% no ano até o fim de junho, enquanto as ações da Strategy recuam 43% no mesmo período. O movimento reforça uma mudança importante no comportamento do mercado, que passou a penalizar estruturas mais dependentes da valorização contínua dos ativos digitais.

Ações da Strategy desabam abaixo de US$ 100 com a queda do Bitcoin

A correlação entre Strategy e Bitcoin muda o perfil de risco

Ao mesmo tempo, outro sinal começou a chamar atenção: a ação STRC, produto de renda baseado na estrutura da empresa, está cada vez mais sensível às oscilações do Bitcoin.

Criada para funcionar como uma alternativa híbrida entre geração de renda e exposição indireta ao BTC, a STRC foi lançada como ação preferencial perpétua com dividendos pagos mensalmente e valor de referência de US$ 100 por papel, mas essa proposta começou a perder força nas últimas semanas.

A correlação de 90 dias entre STRC e Bitcoin subiu para perto de 0,70 — o maior nível desde o lançamento do ativo em julho de 2025. Desde o início do mês, os dois ativos passaram a cair juntos: enquanto a STRC recuou 23% e foi negociada perto de US$ 76, o Bitcoin também perdeu força e voltou para níveis abaixo de US$ 60 mil, isso reduz um dos principais argumentos da estrutura: oferecer exposição associada ao universo do bitcoin com comportamento menos volátil.

O efeito dessa aproximação vai além do desempenho em tela. A Strategy mantém atualmente 847.363 BTC em tesouraria — posição avaliada em cerca de US$ 50,4 bilhões segundo os dados citados nas referências. Parte da lógica da STRC dependia da capacidade de emitir novas ações próximas ao valor de referência para captar recursos e ampliar compras de Bitcoin.

Enquanto isso, o restante do mercado também mostrou um reposicionamento mais amplo dos investidores. Além da pressão sobre criptoativos, índices tradicionais tiveram desempenho superior no semestre. Nasdaq 100 avançou 16%, o S&P 500 subiu 7,4% e ativos ligados ao dólar mostraram resiliência maior que o restante do mercado digital.

Para investidores acompanhando Strategy e Bitcoin, o cenário atual sugere menos diferenciação entre exposição direta ao BTC e produtos estruturados que tentam combinar rendimento com participação no mercado cripto.

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