A Strategy realizou novas compras de Bitcoin entre 12 e 18 de outubro, adquirindo 267 BTC por US$ 22,1 milhões, com um preço médio de US$ 82.900 por moeda, incluindo taxas.

Com essa transação, a principal firma de tesouraria em ativos digitais elevou suas reservas totais para 848.517 BTC. O montante foi acumulado por um total de US$ 64,02 bilhões, a um preço médio de US$ 75.446 por unidade.

O cofundador da companhia, Michael Saylor, sinalizou o movimento antecipadamente em uma rede social no domingo, escrevendo: “We found room for more orange.”

Para financiar a aquisição, a empresa utilizou US$ 22 milhões obtidos por meio da venda de 140.872 ações ordinárias MSTR, somados a US$ 100 mil em dinheiro. Paralelamente, a companhia recomprou US$ 193,1 milhões de suas ações preferenciais STRC.

O conselho diretivo elevou para US$ 3 bilhões o teto do programa de recompra de títulos de crédito digital. Após os ajustes e as operações da semana, restam US$ 1,16 bilhão disponíveis no programa até o dia 18 de outubro.

O impacto das compras de Bitcoin da Strategy frente às regras da MSCI

Em meio às compras de Bitcoin, a Strategy também monitora uma potencial remoção de seus papéis dos índices globais da MSCI. A provedora de índices finalizou em 15 de outubro uma diretriz que classifica empresas com balanços dominados por um único ativo como inelegíveis a partir do fechamento de 30 de novembro, com a lista oficial sendo publicada em 11 de novembro.

Saylor criticou publicamente a nova norma, classificando-a como discriminatória. Caso a exclusão se confirme, os fundos que rastreiam os índices da MSCI serão forçados a vender os ativos afetados no mercado.

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Luíza Nunes
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