As stablecoins finalmente provaram seu valor além do trading? Com um fornecimento global que já belisca os US$ 316 bilhões, essas moedas digitais deixaram de ser apenas ferramentas de corretora para se transformarem em infraestrutura financeira real.
Especialistas do setor confirmam: as stablecoins funcionam porque resolvem problemas que os bancos ignoram. Enquanto enviar dinheiro para o exterior via canais tradicionais é lento e caro, o dólar digital permite liquidação instantânea, 24 horas por dia.
Stefan Muehlbauer, da CertiK, afirma que estamos vendo a evolução “de ferramentas de especulação para uma infraestrutura essencial”. Para ele, empresas agora usam esses ativos para gestão de tesouraria eficiente, sem depender do horário bancário.
Fernando Aranda, da Zoomex, é direto: o motor desse crescimento não é apenas a tecnologia, mas o fato de o sistema financeiro tradicional estar “quebrado”. Existe uma demanda massiva por acesso ao dólar fora dos EUA que só os criptoativos atendem hoje.
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O papel da regulação e o domínio absoluto do dólar
Apesar do sucesso, o crescimento das stablecoins traz riscos. Especialistas alertam para a “dolarização” de economias emergentes, o que pode enfraquecer políticas monetárias locais. Além disso, há o temor de que uma crise de confiança gere corridas de resgate sistêmicas.
No entanto, a regulação mudou de lado. Em 2025, o GENIUS Act trouxe a clareza que faltava para gigantes institucionais. Como diz Aranda, “a regulação não é mais a inimiga, é a chave”. Instituições não estavam bloqueadas por regras, mas pela incerteza jurídica.
No campo das moedas, o dólar segue sendo o rei absoluto com 99% do mercado. Iniciativas em Euro ou Iene ainda são produtos de nicho, sem liquidez para desafiar a dominância americana. No fim das contas, as stablecoins apenas amplificam a moeda mais forte do planeta.
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