
A stablecoin JPYC fechou seu primeiro ano no mercado japonês bem abaixo das expectativas iniciais, alcançando apenas um quarto da meta de circulação estabelecida pela emissora.
Em entrevista recente, o CEO Noritaka Okabe admitiu que o ativo digital atrelado ao iene não apresentou o crescimento esperado, embora o volume de negociação tenha se mantido razoável. “Frankly, I don’t think it’s growing”, afirmou Okabe, destacando a frustração com o volume em circulação.
Até o final de outubro, apenas 3,2 bilhões de ienes (cerca de 20 milhões de dólares) permaneciam em circulação, frente a uma emissão acumulada de 12,1 bilhões de ienes. A queda reflete o resgate frequente de tokens, dificultando a retenção da liquidez no ecossistema.
O ponto alto ocorreu em setembro, quando a listagem na exchange sul-coreana Upbit elevou a circulação para 4,2 bilhões de ienes após uma onda de arbitragem. No entanto, o pico foi passageiro e os números logo retornaram ao patamar anterior.
Entraves regulatórios e planos para a JPYC
O modelo de negócios da stablecoin depende de reservas em depósitos bancários e títulos do governo japonês, gerando juros sobre o montante retido. Com menos tokens em circulação, a receita potencial da emissora diminui consideravelmente.
Okabe apontou que um limite de 1 milhão de ienes por transação para provedores de fundos do Tipo II tem travado a adoção corporativa. Empresas como a Asteria, que planeja deter 1 bilhão de ienes no ativo, precisam acumular o saldo gradualmente em parcelas.
Apesar dos obstáculos, a JPYC acumula parcerias estratégicas, incluindo acordos com a AZ-COM Maruwa, SBJ Bank e LINE NEXT para testes de pagamentos e carteiras digitais. Para o segundo ano, a meta é ambiciosa: alcançar dezenas de bilhões de ienes em circulação.









