A Solana vive um momento de forte aceleração na metade de 2026. Na semana encerrada em 6 de julho, a rede atingiu a marca inédita de mais de 1 bilhão de transações que não envolvem votação. No mesmo período, o número de carteiras ativas semanais disparou de 16,8 milhões para 29,7 milhões em apenas catorze dias.
Esse crescimento expressivo reacendeu o debate entre investidores sobre o retorno do “Solana Summer“, fenômeno de alta visto originalmente em 2021. O movimento atual é impulsionado pelo setor de ativos tokenizados, que já soma US$ 3,3 bilhões na rede, um salto de US$ 1,1 bilhão desde o início de maio.
Desafios de tokenomics da Solana
A blockchain também se consolidou no mercado de ações tokenizadas, concentrando cerca de 97% do volume global desse segmento no início de junho. São US$ 318,7 milhões em ações registradas na rede, aproximando-se dos US$ 648,9 milhões da concorrente Ethereum. Além disso, um consórcio de mais de 140 instituições financeiras, incluindo a BlackRock, escolheu a rede para o lançamento nativo da stablecoin Open USD (OUSD) ainda este ano.
Apesar dos dados operacionais positivos, analistas apontam um ponto de atenção para quem busca lucros rápidos. A Solana possui um modelo inflacionário por design. Como as taxas de transação da rede são extremamente baixas, apenas cerca de 1% das novas moedas emitidas acaba sendo destruído (burn), o que reduz o impacto direto do uso da rede no preço do ativo, atualemnte na faixa de US$ 76.
Existem propostas de governança em andamento na comunidade para ajustar essa dinâmica econômica, mas especialistas alertam que investidores não devem comprar o token contando apenas com essas mudanças estruturais. Mesmo assim, a tendência de alta na atividade mensal e a expectativa pela chegada da OUSD sugerem um cenário promissor para o valor do ecossistema nos próximos meses.



